Seis funcionários do pronto-socorro de Cuiabá são investigados em PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar) por desvio de medicamento. O secretário de Saúde, Luiz Antônio Pôssas, diz que o desvio seria a causa de falta de medicamento a pacientes ocorrida há quase dois meses.
“As pessoas que eram obrigadas a zelar pela distribuição [de medicamento] eram as primeiras a desviarem. Isso é trágico. Abrimos seis PAD para apurar a situação”, disse ele em entrevista à TVCA, na manhã de hoje (26).
Conforme o secretário, os investigadores foram exonerados e poderão responder criminalmente pelo desvio, a depender do resultado do procedimento administrativo na Secretaria de Saúde. Ele disse ainda que a quantidade de remédios para o pronto-socorro caiu em 30% após a adoção de policiais para vigiar as atividades internas do hospital.
“A partir do momento que botou polícia lá dentro, acabou [a reclamação de falta de medicamento]. E agora estamos entregando 30% a menos de medicamento e insumos que se usava no pronto-socorro e diziam tanto que faltavam”.
A apuração sobre indícios de desvio iniciou com o chamativo número de luvas usadas no hospital. "Num final de semana entregamos vinte mil pares de luva. E num de semana se usa dois mil, três mil. Na segunda-feira não tinha mais nada. Começamos a fechar o cerco e chegamos e esses seis funcionários".
O procedimento ocorre em sigilo. Mas, o Circuito Mato Grosso apurou que os ex-funcionários eram ligados à rede de distribuição de medicamento.
A última denúncia de falta de medicamento no pronto-socorro ocorreu em maio passado. Comunicados internos circularam entre departamentos do HMC (Hospital Municipal de Cuiabá), onde funciona o novo pronto-socorro da Capital, denuncia a falta de insumos e medicamentos para atendimentos a paciente. A lista de itens vai de luvas cirúrgicas à morfina.



