A advogada Jackeline Moreira Martins Pacheco, foi presa na manhã desta terça-feira (26), por policiais da Gerência da Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil, em um condomínio de Cuiabá-MT, acusada de falsificar documentos para remissão de pena de condenados da Justiça.
A GCCO também teve mandado de busca e apreensão no imóvel da advogada que já foi detida em 2013 acusada de integrar uma quadrilha de roubo a bancos. (Veja abaixo).
Três clientes dela, que cumprem penas em unidades prisionais também tiveram mandados de prisão decretados. Dois presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), sendo eles: Paulo Witter Farias Paelo e Diego Alexandre Cocarelli, e um no presídio de Água Boa, o reenducando Eudes Rodrigo da Silva. .
As investigações correm no âmbito do inquérito policial 025/2018, a partir de informações recebidas da 2ª Vara Criminal de Cuiabá.
Jaqueline Moreira Martins foi presa em fevereiro de 2013 durante a “Operação Suporte” deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado (MPE) para prender 10 pessoas envolvidas no assalto cometido contra 2 agências bancárias em outubro de 2012 na cidade de Comodoro (644 km a oeste de Cuiabá). Na época, ela conseguiu habeas corpus.
Em 2015, a hoje juíza aposentada e senadora Selma Arruda absolveu a advogada.
O nome de Jackeline Pacheco teria sido envolvido no crime única e simplesmente –– segundo a versão do advogado, pois os promotores se recusam a falar sobre o processo –– porque os assaltantes deixaram cair um telefone celular.
Foi a partir da agenda desse telefone que os promotores do Gaeco teriam solicitado (e obtiveram autorização) em juízo para a interceptação telefônica. Por meio desta, chegaram aos autores do assalto; entre eles estava um dos clientes de Jackeline.
“Ela foi presa só por isso, por um ato de muita irresponsabilidade do Ministério Público. Eles pediram a prisão dela numa interpretação extremamente equivocada e maldosa. Ficou presa por dez dias”, disse Luciano Neves que defendeu a advogada à época.


