Continua preso desde a madrugada de quinta-feira (14), Cleber Márcio Doroch, 39, que foi detido após agredir Luiz Marcio Ramires da Silva, que ameaçou estuprar a sua filha. Em contato com o Circuito Mato Grosso, a irmã de Cleber esclareceu os fatos e informou que o irmão agiu de cabeça quente, e que não pertence à facção criminosa.
Luciene Doroch informou que no dia do fato, o irmão (Cleber) na companhia de dois amigos acabaram agredindo Luiz, após o mesmo ameaçar estuprar a filha de Cleber. “Meu irmão, não é má pessoa, ele agiu de cabeça quente, já tinha bebido, e no impulso e raiva pelo o que Luiz falou, ele acabou agredindo. Mas diferente do que foi noticiado em alguns meios de comunicação, meu irmão não pertence a facção criminosa e não possui nenhuma passagem criminal, sendo esta a primeira”.
Além da agressão, Luciene revelou o drama que o irmão passa por ser dependente químico, “o Cléber começou no vício do álcool, e acabou se envolvendo com outros tipos de drogas, e isso tem acabado com a vida dele, que o dinheiro que ele consegue trabalhando, acaba gastando com entorpecentes”, revelou Luciene.
Clebão como é conhecido na região que mora, trabalha como autônomo, e vive em uma quitinete que ele cuida e trabalhou na construção do conjunto habitacional. Em relação a arma apreendida e facas encontradas em sua residência, Luciene conta que a espingarda não funciona.
“Aquela arma que a polícia apreendeu, ela não funciona é uma espingarda velha que ele encontrou, mantinha em casa, pois alegava que se alguém entrasse no local, ele usaria para assustar quem fosse, mas a perícia vai comprovar que a arma não funciona e as facas apreendidas ele mantinha em casa, assim como qualquer pessoa tem uma faca”, contou a irmã de Cleber.
Cleber passou por uma audiência de custódia no Fórum de Várzea Grande, nesta segunda-feira (18) onde o juiz decretou pela permanência do acusado de agressão no presídio. “Foi melhor o meu irmão permanecer preso, pois vamos solicitar junto a justiça, a intervenção dele para uma clínica de recuperação, ele não é má pessoa, mas quando está sob o efeito de droga seja álcool ou outro entorpecente, ele perde a cabeça age de forma errada, ele precisa de ajuda e tratamento”.
Luciene disse a reportagem que foi ao hospital visitar Luiz Marcio, que teve ferimentos superficiais no corpo e não foi agredido com facas conforme constava no boletim de ocorrências, após relato de Luiz.
Luiz Marcio Ramires da Silva, já possui passagens criminais por ameaça e furto no ano de 2018, e responde a um inquérito na Delegacia da Criança e Adolescente, no ano de 2008, por estupro de vulnerável.
“Justamente por ele já possuir passagem por estupro de vulnerável, meu irmão perdeu a cabeça com a ameaça que o Luiz, fez, acreditando que ele poderia consumar o fato, e qualquer pai ou mãe diante de uma ameaça dessa, perderia a razão e raciocínio e agiria de cabeça quente”, contou Luciene.
Luiz ainda não foi condenado em nenhum dos crimes que responde, e aguarda o julgamento em liberdade.
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