Plantão Policial

Juiz autoriza que delegado e investigadores acusados de corrupção voltem ao trabalho

O juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, Bruno D'Oliveira Marques, determinou o retorno de seis policiais civis investigados na Operação Abadom para seus cargos. Na decisão publicada na quinta-feira (14), o juiz afirma que o prazo da ação que os mantinha afastados das funções venceu há um ano sem que nova medida fosse tomada para eventual renovação.

Os policiais autorizados pela ação são delegado João Bosco Ribeiro Barros; a escrivã de polícia Gláucia Cristina Moura Alt, mulher de João Bosco; e os investigadores Márcio Severo Arrial, Cláudio Roberto da Costa, Leonel Constantino de Arruda e George Fontoura Filgueiras.

O delegado e a investigadora são acusados, dentro da Operação Abadom, de favorecer traficantes, evitando que eles fossem descobertos em investigadores da Polícia Civil e de também de negociar a soltura de presos. Em 2017, a Corregedoria da Polícia Civil emitiu parecer pela exoneração de João Bosco e de Gláucia Cristina, ao fim de um processo administrativo disciplinar (PAD).

A operação foi deflagrada em 2013 e aponta ainda que outros investigadores afastados teriam cometido crimes de corrupção, extorsão e concussão. Eles respondem a ações de improbidade administrativa e a ação penal.

 O afastamento foi determinado em maio de 2014 e renovado em fevereiro de 2015 pelo Luís Aparecido Bertolucci Júnior. A decisão foi tomada à época por causa do andamento do inquérito criminal contra os policiais. Conforme o juiz Bruno D’Oliveira Marques, a medida venceu em fevereiro de 2018. 

 “Revogo a medida cautelar de afastamento dos agentes públicos decretada nestes autos. Ressalto, porém, que esta decisão apta a autorizar o retorno dos réus ao trabalho somente tem efeito em relação ao afastamento decorrido, especificamente, dos presentes autos. Não alcançando eventuais medidas que em face daqueles tenham sido tomadas no âmbito de algum procedimento administrativo e/ou criminal, pois há que se resguardar a independência das esferas”. 

 A investigação pela Operação Abadom apontou que o delegado João Bosco e a escrivã Gláucia Cristina Moura recebiam até R$ 12 mil pelas negociações que favoreciam traficantes. Eles supostamente extorquiam criminosos presos com a cobrança de dinheiro para arranjar acordos de soltura ou camuflagem nos casos em apuração.

Redação

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