O Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), apreendeu, nesta quinta-feira (14), mais R$ 280 mil em cheques enterrados nos aos fundos de um quintal da casa de um líder de esquema de agiotagem. Os cheques foram aprendidos em cumprimento de mandato da segunda fase da Operação Caporegime em Guarantã do Norte (745 km de Cuiabá).
Conforme o Gaeco, os cheques pertenciam a Kaio Cesar Lopes Favato, apontado como um dos líderes da organização criminosa. O mandado de busca e apreensão foi expedido pela Sétima Vara Criminal de Cuiabá.
Quando a operação foi deflagrada, na quarta-feira (6), agentes do Gaeco apreenderam com os investigados aproximadamente R$ 400 mil em ouro, quase R$ 21 milhões em cheques e notas promissórias e mais R$ 43 mil em dinheiro. Também foram recolhidas 161 munições e mais 10 armas.
Os investigados estão sendo ouvidos esta semana no Gaeco, em Cuiabá. Estão presos João Claudinei Favato, Luis Lima de Souza, Edson Joaquim Luis da Silva, Luan Correia da Silva, Purcino Barroso Braga Neto, vulgo “Neto”, José Paulino Favato, Kaio Cesar Lopes Favato e Clodomar Massoti.
Pesam contra eles, suspeitas de práticas de diversos crimes, como tentativa de homicídio, extorsões, entre outros.
Investigações realizadas até agora indicam que o grupo vem atuando no interior do Estado há aproximadamente 10 anos. Os líderes da organização seriam João Claudinei Favato e o seu filho, Caio Cesar Lopes Favato, e também o seu irmão José Paulino Favato. Os demais são suspeitos de integrarem a “célula” de cobrança.
Até o momento, o Gaeco já identificou sete vítimas. O caso chegou ao conhecimento do grupo em agosto de 2016. Durante as investigações, foi constatado que as vítimas pegavam dinheiro emprestado e pagavam juros de 4 a 5% ao mês. Na maioria das vezes, acabavam não conseguindo honrar os compromissos e eram obrigadas a transferir bens com valores bem superiores ao da dívida contraída.
O Gaeco investiga ainda suspeitas de lavagem de capitais, entre outros crimes. Durante a operação, foram apreendidos cheques, contratos, dinheiro em espécie, armas, barras de ouro e flagrante por porte ilegal de armas.


