Principal suspeito do assassinato contra a professora Rosângela Silva, 30, em Nova Mutum (264 km ao norte de Cuiabá), o empresário Alessandro Lautenshlager, 31, não ajudou na identificação do corpo. Ele preferiu se manter calado. Rosângela foi econtrada sem vida na noite desta quinta-feira (8).
Alessandro segue detido em Foz do Iguaçu, no Paraná, desde o dia 30 de janeiro, quando foi encontrado em possível fuga para o Paraguai. Ele aguarda transferência para Mato Grosso, que deve ser feita pelo sistema prisional.
"Ele é o investigado e vai ser indiciado. Já temos elementos para indiciá-lo nos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver, violação de domicílio e descumprimento de medida protetiva. Quatro crimes", afirmou o delegado Rodrigo Rufato, responsável pelo caso.
Corpo de Rosângela foi encontrada depois de 14 dias do crime, em um matagal a 40 km da cidade. Em estado parcial de decomposição, a identificação foi possível por meio de roupas e acessórios que a vítima usava.
Ela desapareceu depois de uma discussão com o ex-namorado. De acordo com amigos e familiares, o empresário não aceitava o término do relacionamento. Ex-marido de Rosângela, Vilmar de Queiroz, com quem ela teve um filho, afirmou ao que Alessandro tinha um comportamento agressivo.
"Uma vez ele invadiu o apartamento dela, ele quebrou o computador e essas coisas assim. As amigas dela que ficaram sabendo. Eu fui lá na casa em que ela morava sozinha e o computador está realmente quebrado", disse.
Alexandro e Rosângela se relacionaram por cerca de 5 meses, até que se separaram no início de 2019. Em uma sexta-feira, dia 25 de janeiro, a professora estava na casa de uma amiga, até que desceu para conversar com o ex-namorado. Os dois ficaram desaparecidos.


