Jurídico

Juíza autoriza prefeito a fazer contratos temporários para o novo PS de Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá já tem autorização da juíza Célia Regina Vidotti, da Vara da Ação Civil Pública e Ação Popular, para contratação temporária de servidores que irão compor o quadro de pessoal do novo pronto-socorro de Cuiabá. A unidade foi inaugurada em dezembro de 2018.

A contratação havia sido suspensa pela própria magistrada até que a prefeitura apresentasse o Plano Diretor e o cronograma de transferência dos serviços de saúde para o novo prédio. A preocupação da magistrada era em relação a garantia da continuidade dos serviços sem prejuízo ao atendimento de urgência e emergência.

“Não parece razoável impedir que  a unidade de saúde inicie o seu funcionamento até que seja realizado o concurso público para provimento dos cargos, principalmente diante da situação caótica, de precariedade e superlotação que se constata em todas as unidades que prestam atendimento de saúde nesta Capital, seja baixa, média ou de alta complexidade”, escreveu a magistrada.

 Segundo Célia Vidotti, a ampliação de leitos e dos atendimentos em saúde, principalmente de média e alta complexidade, é medida há muito tempo reclamada.

“Inclusive, existem várias ações civis que tramitam neste juízo, onde se busca resolver a falta de prestação suficiente e adequada de consultas e procedimentos especializados, como exames e cirurgias, que passarão a ser oferecidos na nova unidade de saúde”.

 Com base nestas argumentações, a magistrada autorizou que seja feita a recolocação imediata de servidores que estão atualmente no pronto-socorro de Cuiabá e também autorizou a contratação temporária para cargos para a nova unidade.

 “A contratação deverá ser precedida de processo seletivo simplificado, que deverá obedecer estritamente aos princípios da publicidade, legalidade, impessoalidade e moralidade”, determinou.

Vidotti encerra determinando que a Prefeitura apresente junte ao processo o quanto antes o plano de gestão e o operacional que estavam em fase de conclusão e providenciem as devidas licenças junto à Vigilância Sanitária e de incêndio, e também a instalação do sistema de climatização e a aquisição de materiais e medicamentos.

O edital do processo seletivo deverá ser amplamente divulgado e os contratos firmados em um prazo máximo de até 240 dias.

 Ainda deverão lançar edital para concurso público  para o preenchimento das demais vagas e para os cargos dos quais precisem substituir posteriormente os temporários.

 A formalização legal para o edital deverá ser feita em até 60 dias, conforme a decisão.

Em sua página no Facebook, o prefeito Emanuel Pinheiro comemorou ao vivo na noite desta quarta-feira (07) a decisão da juíza.

 

Redação

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