Um casarão localizado na Rua Sete de Setembro, no Centro Histórico de Cuiabá, desmoronou parcialmente com a forte chuva que caiu na madrugada desta terça-feira (29) na Capital.
O 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros foi acionado no início da manhã e, chegando ao local, realizou buscas por vítimas nos escombros. Ninguém ficou ferido.
A Polícia Militar isolou todo o perímetro para o trabalho do Corpo de Bombeiros.
O Corpo de Bombeiros aguarda a chegada de uma equipe da Defesa Civil para em conjunto atuarem no casarão, porém até o momento a equipe do município não chegou no local.
Segundo a previsão do tempo, hoje em Cuiabá, o dia terá períodos nublados, com chuva a qualquer hora do dia ou da noite.
O casarão que não resistiu a chuva dessa madrugada, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1980, e chegou a pertencer ao então governador Generoso Ponce.
Já no final do Século XIX, o local foi utilizado e conhecido como a primeira papelaria e gráfica da Capital, batizada de Gráfica e Livraria Pêpe.
O local era frequentado por todas as classes devido a variedades gráficas que iam de livros, cadernos aos convites sofisticados de casamento.
A Prefeitura de Cuiabá informa que o desabamento de uma residência ao lado do Museu de Imagem do Som de Cuiabá (Misc) não oferece nenhum risco à estrutura do casarão. Isso porque a empresa responsável por sua reforma, concluída em 2018, já havia identificado problemas estruturais no imóvel vizinho, tomando todas as medidas necessárias para preservar o Museu.
A casa, antiga Livraria do Pepe, é propriedade privada e não está inclusa no pacote do Pac Cidades Históricas.
Diante do ocorrido, contudo, um engenheiro da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, foi enviado ao local para monitorar a situação. De acordo com o titular da Pasta, Francisco Vuolo, a queda da casa atingiu fios de eletricidade, causando falta de energia em toda a rua. Este, portanto, é o único impacto sofrido pelo Museu em decorrência do acidente.
O Prefeito Emanuel Pinheiro lamenta o desabamento, classificado por ele como uma perda para história de Cuiabá, que completa 300 anos no próximo mês de abril. “Embora seja motivo de tristeza o que aconteceu com a edificação, agradecemos que nenhuma pessoa estivesse dentro da casa ou tenha sido atingida pelos escombros”, disse.
Vuolo explica ainda que a ocorrência deverá ser acompanhada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).


