A jovem estudante de direito Hya Girotto Santos, 21, dá os primeiros sinais de recuperação do coma induzido 10 dias após ela e um casal de amigos serem atropelados em frente a Valley Pub, na Avenida Isaac Póvoas em Cuiabá-MT.
De acordo com uma postagem em uma rede social feita por familiares da jovem, os médicos do Hospital Geral Universitário (HGU) retiraram de Hya a sedação e o tubo de oxigênio que auxiliava a estudante respirar, e Hya já respira sem aparelhos.
Ainda na postagem relata que Hya Girotto teve dificuldades para falar e que não se lembra do dia do trágico acidente. O irmão de Hya, Leandro Girotto relata que os médicos foram tirando os aparelhos gradativamente e que o procedimento foi necessário, já que sua irmã apresentou grande melhora e ela “precisa reagir sem os sedativos”.
Os familiares ainda agradeceram o apoio de pessoas de todas as partes que ficaram comovidos com o atropelamento, e tem enviado mensagens de apoio, a família, “Fica o nosso muito obrigado, por todos que estão orando por nossa menina, somente Deus poderá retribuir esse carinho e gratidão que estamos sentindo por todos. Temos muito caminho a percorrer, por isso contamos com a oração de todos vocês”, diz parte do texto escrito na postagem.
Além da jovem Hya, dois amigos dela foram atropelados, sendo Myllena de Lacerda Inocêncio, 22, que morreu ainda no local do acidente, e o cantor Ramon Alcides Viveiros, 25, que teve a morte cerebral declarada por uma equipe médica de um hospital particular da capital.
Hya, Myllena e Ramon, deixavam a boate por volta de 05h da manhã do dia 23 de dezembro, e caminhavam e dançavam na referida avenida, conforme imagens divulgadas pela polícia, quando em determinado momento, foram atingidos por um veículo Renault Duster Oroch, conduzido por Rafaela Screnci da Costa Ribeiro.
Os policiais que atenderam a ocorrência, no boletim de ocorrência, narram que Rafaela apresenta sinais visíveis de embriaguez, e se recusou a fazer o teste do bafômetro. A própria Rafaela contou aos policiais que havia feito a ingestão de quatro latas de cerveja horas antes do acidente.
O laudo da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) concluiu que não foi possível identificar o consumo de bebida alcoólica por parte de Rafaela, e com base neste laudo, na audiência de custódia, a condutora que atropelou as três pessoas, foi liberada mediante pagamento de fiança no valor de R$ 9,5 mil.
A Delegacia Especializada de Delitos em Trânsito (Deltran) investiga o caso.
{relacionadas}


