Os últimos exames realizados no cantor sertanejo Ramón Alcides Viveiros, 25 anos, vítima de atropelamento enfrente à boate Valley Pub, em Cuiabá, no último domingo (23), apontam lesões graves e irreversíveis. As informações foram repassadas pelo irmão da vítima, Mauro Viveiros, por meio de nota.
Os três jovens foram atropelados pela bióloga Rafaela Screnci quando as vítimas saiam da casa noturna. Myllena Inocêncio, 22 anos, morreu no local, Ramón e Hya Girotto, 21 anos, seguem internados em estado grave em hospitais da Capital.
Mauro Viveiros informou que seu irmão teve sérias intercorrências em seu quadro clínico, com severas elevações de sua pressão intracraniana. “Após realização de exames de tomografia e ressonância magnética, foram constatadas lesões bastante significativas na estrutura cerebral dele, o que já era esperado em razão da gravidade do acidente ocorrido”.
Na nota, ele conta que os exames revelaram também lesões graves no tronco cerebral, esta consequência era desconhecida e também é irreversível. Mauro explica que ao se falar em danos irreversíveis não significa morte cerebral. “Significa que não há nada que a medicina humana atual possa fazer para curar os edemas encontrados”, afirmou.
Mauro informou que seu irmão apresenta reflexos e atividade cerebral, mesmo que seja em baixa proporção comparado aos quadros clínicos considerados reversíveis.
“A piora significativa de hoje implica em quadro de dano neurológico irreversível para a medicina humana, mas não o falecimento do meu querido irmão, que segue vivo conosco”, declarou.
Já no caso de Hya Girotto, ela deve ser transferida imediatamente do Pronto Socorro de Cuiabá para um hospital especializado. A decisão da juíza Elza Yara Ribeiro Sales Sansão e ocorre porque o Pronto Socorro Municipal de Cuiabá não pode realizar uma cirurgia cardíaca de urgência. A juíza reconhece que o estado de saúde da jovem é extremamente grave e Hya pode perder a vida.
Os três jovens foram atropelados pela professora bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, que dirigia uma caminhonete Renault Oroch. A motorista apresentava sinais de embriaguez e se recusou a realizar o teste do bafômetro.
Encaminhada para a Central de Flagrantes, seguiu para uma audiência de custódia e foi liberada após pagar uma fiança de R$9,5 mil, ter sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e assinar medidas restritivas.
O exame clínico realizado três horas após o acidente no Instituto Médico Legal (IML) deu negativo para embriaguez.
Exame clínico feito três horas depois no Instituto Médico Legal (IML) deu negativo para embriaguez.


