O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), elogiou a postura do ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), por retirar o sigilo da delação do empresário Alan Malouf apenas depois do período eleitoral de 2018. Para Pinheiro, a delação é uma denúncia e não uma condenação, logo, não deveria atrapalhar o pleito.
"Com isso ele não poderia, baseado na presunção de inocência, estar condenando ninguém antes do tempo. Então ele foi extremamente zeloso, criterioso e republicano e merece o nosso reconhecimento", afirmou nesta segunda-feira (22).
Mello autorizou a retirada do sigilo da delação na última segunda-feira (15), enquanto o 1º turno das eleições aconteceu no dia 7 de outubro. O depoimento do empresário poderia prejudicar principalmente o atual governador Pedro Taques (PSDB), que concorreu à reeleição e perdeu. Mauro Mendes (DEM) foi eleito.
"Eu gostaria de comentar apenas a postura do ministro. É um ministro decano, extremamente respeitado, uma das referências do STF, de forma reconhecida interna e externamente. Por sua responsabilidade, pelo seu zelo e elevado nível republicano com o qual ele leva a matéria", complementou.
Em seu depoimento, Malouf discorreu sobre o suposto esquema de arrecadação de dinheiro ilícito junto a empreiteiros e a formação de "caixa 2 " destinado à campanha eleitoral de Taques ao governo, em 2014. Segundo o delator, o retorno aos doadores consistiria na celebração de contratos, regulares ou não, com o Executivo estadual.
Ainda, expôs os esquemas de corrupção na Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) após sua eleição, enquanto a pasta era gerida pelo então secretário Permínio Pinto, indicado por Nilson Leitão (PSDB).


