Jurídico

Pedro Taques teria mantido esquema de propina com a Consignum

O empresário Alan Malouf afirma que o governador Pedro Taques (PSDB) manteve esquema ilícito no serviço de crédito consignado no Estado, mediante pagamento de vantagens indevidas, A denúncia consta na delação do empresário à Procuradoria Geral da República (PGR). Alan Malouf foi financiador da campanha de Taques e é réu no processo que apura esquema de "caixa 2" na campanha do tucano.

A propina no serviço de crédito consignado, que teve início no governo de Silval Barbosa, teria sido mantido no governo de Pedro Taques, tendo como pivô o empresário Wilians Mishur, proprietário da empresa Consignum, responsável pelos empréstimos consignados dos servidores do Executivo com retorno para o Governo (leia-se, gestores) entre R$ 500 mil e R$ 1 mihão mensais.

Nesse esquema, o colaborador aponta participação também do então secretário de Gestão Júlio Modesto e Paulo Taques, primo do governador e que atuou como secretário-chefe da Casa Civil. Alan Malouf narra, ainda, que estes fatos foram parcialmente averiguados na operação Sodoma 11, em Mato Grosso .

O empresário falou do intuito de Mishur doar para campanha desde que não fosse alterada a formatação da utilização do consignado. A formatação teria sido mantida, porém não existiria registro de doação oficial.

Alan Malouf relata que teriam havido doações não contabilizadas, em especial de R$ 900 mil por Willians Mishur endereçadas ao então candidato Pedro Taques sem que tenha entrado sequer nesse controle paralelo, consistindo no que o colaborador denominou de um verdadeiro “caixa 2”. Alan declarou na delação que Paulo Taques teria recebido cerca de R$ 1 milhão da Consignum nesse período, com ciência do governador Pedro Taques.

Outro lado

Abaixo, íntegrada da nota emitida pela assessoria do governador Pedro Taques:

Conforme já declarado desde 2016, o governador Pedro Taques nega a prática do chamado “Caixa 2” em sua campanha eleitoral ao Governo de Mato Grosso em 2014 e tampouco autorizou vantagens indevidas a qualquer empresa durante o exercício do mandato. Apesar de citado por delator em acordo de delação premiada, Taques não é réu no processo da chamada “operação Rêmora” e terá direito a ampla defesa nos autos. O governador já constituiu advogados para atuar no processo e garantir que a verdade prevaleça.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.