O representante do bar Malcom Pub terá cinco dias para entregar dados biométricos e imagens do circuito interno de sua empresa. O objetivo é descobrir se o cabo Gerson Correa, réu no caso dos grampos telefônicos, estava no estabelecimento e possivelmente descumprindo medidas cautelares.
O juiz Murilo Mesquista determinou o prazo para ter mais informações sobre a denúncia. A decisão do magistrado saiu na última quarta (26) na Vara Militar, que fica no Fórum de Cuiabá. Caso a acusação se confirme, Gerson poderá voltar a prisão.
Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o cabo teria ido ao Malcom Pub, que fica localizado na avenida Miguel Sutil, durante a madrugada de 31 de agosto e violado a tornozeleira eletrônica em março deste ano.
De acordo com o andamento do processo no sistema do TJ, o representante Alexandre Matozo Almeida já entregou uma "'Ficha cadastral de clientes portando arma de fogo' em nome de Gerson Luiz Ferreira Correa Jr. na data de 30/08/2018".
Assim, o juiz pediu que o dono do "Malcom Pub" terá que fornecer os dados biométricos da pessoa que se identificou como Gerson no bar, as informações sobre consumos e pagamentos no estabelecimento, bem como estava acompanhando por outras pessoas e ainda se o indivíduo identificado como cabo foi cadastrado no controle da empresa.
A tornozeleira eletrônica e a reclusão no período noturno foram uma das medidas impostas a Gerson para ficar em liberdade. O réu deixou a prisão em março deste ano por decisões de desembargadores do Tribunal de Justiça. Além do monitoramento, ele poderia entrar em contato com as demais testemunhas do caso.
Gerson é réu pelo caso das interceptações telefônicas ilegais, que ficaram conhecidas pelo nome 'Grampolândia Pantaneira'. As escutas ilegais de grampos foram feitas com políticos, empresários e jornalistas. O esquema foi revelado pelo programa Fantástico, da Rede Globo. O processo está relacionado à Operação Esdras na Vara Militar.
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