Cerca de 60% das escolas de Cuiabá iniciaram greve nesta segunda-feira (1º) sem prazo para retomada. A categoria rejeitou duas propostas apresentadas na semana passada pelo prefeito Emanuel Pinheiro para reajuste salarial.
O cálculo inicial do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público) em Cuiabá, seis mil profissionais e 14 mil estudantes estão paralisados neste primeiro dia de greve. A rede pública municipal de ensino tem 10 mil contratados e 35 mil estudantes.
“O pedido apresentado pelo prefeito é bem tímido está muito longe do que pedimos para este ano que é 4% de ganho real”, disse o presidente do sindicato, professor João Custódio.
Na sexta (29), uma proposta de 2,5% com aplicação de 1,5% em dezembro e outro 1% em janeiro de 2019, depois de a categoria rejeitar uma primeira proposta de 7,02% de ganho real. Segundo Sintep, essa mudança somente atenderia 25% dos 10 mil funcionários, pois os contratos, aposentados, técnicos e aqueles em adaptação de cargo ficariam de fora.
“A categoria vai se reunir amanhã (2) para votar a proposta de 2,5%, é ela quem vai decidir. Mas, podemos falar que pelo espírito da direção, a oferta não vai passar. Entendemos que 4% de ganho real é totalmente cabível ao orçamento do município e é isso que cobramos”, disse Custódio.
Julho é o mês base de revisão salarial da categoria, e o reajuste cobrado pode ser relacionado a este mês. Mas, o sindicalista afirma que, caso seja atendida, a categoria estaria disposta a negociar o modelo de pagamento.
Hoje, o salário do professor principiante é de R$ 2,4 mil, e do técnico, R$ 1 mil. Esses patamares são resultado de revisão em julho do ano passado de até 8%.



