Professores de Cuiabá e Várzea Grande estão mobilizados e ameaçam fazer uma greve geral, caso não sejam atendidos em suas reivindicações, comprometendo o ano letivo de mais de 50 mil estudantes. Na capital, a reivindicação principal é pelo pagamento de 4% restante de ganho real no salário.
Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público da capital (Sintep/Cuiabá), João Custódio, um documento contendo nove itens foi protocolado na prefeitura no dia 11 de julho, contendo ainda a necessidade de realização de concurso público, a discussão sobre a Lei Orgânica e a implantação da gestão democrática nas escolas.
“Estamos há mais de três anos buscando uma resposta convincente sobre a Lei Orgânica, e até agora nada. Também aguardamos o pagamento do nosso ganho real salário que não aconteceu. Eram 7,5%, foram pagos 3,53%. Além disso, queremos mais efetividade e menos discurso por parte do nosso prefeito”.
Os profissionais de Cuiabá participarão de uma assembleia geral nesta quarta-feira (26), a partir das 14 horas, ocasião em que deverão reafirmar o indicativo de greve por tempo indeterminado, proposta aprovada em reunião do Conselho de Representantes realizada na semana retrasada.
Em Várzea Grande, os profissionais realizarão um ato público e paralisam as atividades já na quarta-feira (25). Eles cobram da Prefeitura Municipal o reenquadramento dos profissionais que há cerca de oito têm seus processos engavetados, sem encaminhamento de publicação e sem o devido pagamento feito pela administração municipal.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Ensino de Várzea Grande, Juscelino Dias, esse problema tem trazido muitos prejuízos financeiros a esses profissionais. A categoria está sendo penalizada mensalmente com valores entre R$ 200 a R$ 2,5 mil. A rede de ensino do município possui aproximadamente 3 mil funcionários, dos quais 1,5 mil efetivos e 700 deles são professores.
“É algo muito grave porque a prefeitura não está fazendo o recolhimento do valor devido ou correto da aposentadoria, o que vai gerar um colapso aos cofres da nossa Previvag. A questão é simples, os prejuízos hoje estão sendo sentido apenas pelos professores, que deveriam ser valorizados e não penalizados”.
Esse reenquadramento é aguardado desde 2010. Apesar das diversas reuniões e audiências de conciliação – em 2016 e 2017 entre o Sintep/VG e a prefeitura junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT) -, a questão até hoje está parada. “Deliberamos pela paralisação no dia 5 deste mês, durante reunião do conselho de unidades educacionais, não dá para mais para ficarmos parados, temos que agir e vamos fazer um ato público em frente à prefeitura”.
Outro lado
A equipe de reportagem fez contato com as assessorias da Prefeitura de Várzea Grande e Cuiabá em busca de informações e ainda aguarda posicionamento oficial.



