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Marido ‘traído’ mata esposa a golpes de faca em Água Boa

Com a justificativa de ter sido traído, Leandro Pereira Fernandes, de 35 anos, confesso à Polícia Militar que matou a golpes de faca a diretora da Escola Municipal Giselda Trentin, professora Patrícia Alves da Silva, de 37 anos. O crime aconteceu em Água Boa, na noite desta sexta-feira (31), e chocou a população da cidade.

O corpo da diretora está sendo velado na casa Mortuária na cidade, e o sepultamento será no cemitério municipal.

Conforme informações da polícia, o suspeito, que é caminhoneiro, teria se enraivecido ao ligar para a esposa e ouvir uma conversa dela com o ‘suposto amante’. Ao retornar para casa, teria discutido com a vítima, e motivada pela raiva usou uma faca para dar golpes em várias partes do corpo de Patrícia, que chegou a ser atendida no hospital regional Paulo Alemão, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ela não resistiu aos ferimentos e morreu

Alegando arrependimento, o marido foi até a casa de um vizinho, que é sargento da polícia militar e confessou o crime. O PM deu voz de prisão e acionou uma guarnição, que levou o caminhoneiro até a delegacia. Apesar de todas as evidências e da confissão, o caso será investigado pela Polícia Civil, e é mais um caso de feminicídio em Mato Grosso que vitimou 76 mulheres em 2017.

90% das mortes são feminicídios

Dos 84 casos de homicídios envolvendo vítimas femininas registrados em Mato Grosso no ano passado, 76 foram tipificados como feminicídios, que envolvem menosprezo ou discriminação à condição de mulher e violência doméstica e familiar.

A proporção representa 90,5% das ocorrências, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (09.08). A fonte para o dado de feminicídio utilizado neste levantamento é o Monitor da Violência, elaborado pelo G1, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

No ano de 2016, os feminicídios somaram 53,8% do total de 91 homicídios praticados contra mulheres. A pena prevista para o homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos. O feminicídio foi incluído na legislação brasileira por meio da Lei nº 13.104, de 2015 e, portanto, é recente. 

* Com informações da PMMT e da Sesp-MT

Redação

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