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Agente prisional é condenado por facilitar fuga de ex-pistoleiro de Arcanjo

O agente penitenciário Augusto Alexandre de Barros Santa Rita foi condenado a dois anos e seis meses de reclusão por facilitar a fuga do ex-policial Célio Alves de Sousa – um dos pistoleiros de Arcanjo Ribeiro.

Lenildo Arruda Zark e Eliezer Vitorino, que também foram acusados por facilitar a fuga, foram absolvidos pelo juiz. Tadeu considerou que não há provas suficientes para condená-los  pelas acusações.

As condenações foram dadas pelo juiz Jorge Tadeu, da Sétima Vara Criminal, no dia 21 de junho.

Segundo a decisão, a fuga ocorreu no dia 26 de julho de 2005. O ex-pistoleiro estava preso no Pascoal Ramos, e o plano era facilitar a evasão do réu após o término da visita dos detentos.

Com o auxílio de Augusto, Célio teria conseguido acesso à uma área restrita aos presos. Lenildo então teria acionada a abertura do portão principal para que o ex-policial transpusesse o recinto. Mais uma vez, ele teria se defrontado diante de um portão que foi aberto por Eliezer.

Após percorrer 130 metros, Célio chegou aos fundos do presídio. Uma corda de sisal de aproximadamente 12 metros foi deixada junto ao muro de 4,6 metros. O ex-policial conseguiu então escalá-lo, transpô-lo e ganhar a liberdade.

Para o juiz Jorge Tadeu, há provas suficientes para ensejar uma condenação do acusado Augusto Alexandre. O mesmo não ocorre para Lenildo Zark e Eliezer Vitorino.

Embora Lenildo tenha confessado ter aberto o portão para Célio, o agente não tinha visão suficiente para ver quem saia. A abertura é feita por uma batida para indicar a saída dos visitantes dos detentos. A versão de Lenildo foi confirmada por laudo policial.

Já para o caso de Eliezer, o conjunto de provas e depoimentos é insuficiente para demonstrar "qualquer participação decisiva do mesmo na fuga do reeducando Célio Alves".

Célio já possui mais de 100 anos em condenações por homicídios e outros crimes. Ele era um dos pistoleiros que trabalhava para João Arcanjo Ribeiro, que chefiava o crime organizado em Mato Grosso. Entre os crimes de homicídios,  o pistoleiro está envolvido na morte do jornalista Sávio Brandão, que era dono do jornal Folha do Estado.

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Redação

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