Cidades

Cuiabá segue sem previsão de ‘chuva do caju’

O período de estiagem na capital de Mato Grosso já preocupa as autoridades locais, que emitiram um boletim alertando para níveis críticos da umidade relativa do ar que chegou a 12% nesta terça-feira (14) e hoje se manteve em 48% até às 11h. Sem previsão da típica ‘chuva do caju’, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) nos próximos cinco dias, as temperaturas permanecem altas e o tempo seco em Cuiabá.

 Conforme o diretor de Proteção e Defesa Civil do município, o coronel do Corpo de Bombeiros Paulo Wolkmer, a chegada de rajadas de ventos do sul do país melhoraram a sensação de conforto para a população, porém o fenômeno deve durar no máximo até sexta-feira (17). “Em relação à chuva do caju, ela acontece por causa do fenômeno dos ‘rios voadores’ na Amazônia, que tem sofrido interferências negativas por causa do avanço do desmatamento e diminuído ou demorado mais para chegar à nossa região”.

 A expectativa é de que agosto seja o auge do período mais seco do ano, portanto, essas condições devem se prolongar até primeira metade de setembro. Em 2015 e 2016, a estiagem permaneceu inclusive no mês de outubro na região da Baixada Cuiabana. “Esperamos as primeiras chuvas realmente para setembro, já que as precipitações pluviométricas em agosto têm mais um efeito psicológico que prático, porque geralmente são rápidas, insipientes e não conseguem amenizar o quadro crítico”.

 Mesmo com a pequena melhora na sensação térmica, as máximas para Cuiabá já atingiram entre 39º e 40º Celsius no início desta semana, e a umidade relativa baixa desperta atenção. “Em caso de a umidade reduzir para 12%, como aconteceu ontem, a população deve adotar algumas medidas para se proteger, entre elas, a suspensão da prática de atividades físicas entre 10h e 16h. A recomendação vale para escolas mesmo onde a quadra seja coberta”, afirma o diretor da Defesa Civil.

 Saúde em risco

 A clínica geral da Policlínica do Verdão, Bruna Patrocínio, explica que houve aumento no número de atendimentos neste período. Em julho, quase mil pessoas com sintomas de problemas respiratórios precisaram de atendimento com aerossol e 13,8 mil fizeram uso de medicamentos. Em agosto, mais de 300 pessoas já passaram pela unidade para fazer aerossol e 3,6 mil precisaram de medicamento, a maioria crianças e idosos.

É muito comum o surgimento dessas doenças que apresentam como sintomas irritação na garganta, quadro de alergias, ardência nos olhos, tosse seca, episódios asmáticos e mesmo resfriados. Para prevenir problemas mais sérios, a médica orienta beber ao menos 2 litros de água por dia, priorizar alimentação leve, com frutas, legumes e sucos.

Além disso, evitar exercícios no horário mais quente do dia, utilizar roupas leves, utilizar umidificador ou bacias e toalhas com água, principalmente no quarto, na hora de dormir. Na exposição direta aos raios solares, é importante o uso de guarda-sol e protetor solar. As unidades escolares devem estar atentas para os sintomas e adotar medidas preventivas.

 

Umidade relativa do ar

 Acima de 30% – Aceitável

Entre 21 e 30% – Estado de Atenção

Entre 12 e 20% – Estado de Alerta

Abaixo de 12% – Estado de Emergência

 *Organização Mundial da Saúde (OMS)

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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