Giovani Zen Rodrigues, genro de João Arcanjo Ribeiro, ainda estar sem entender os motivos que levaram uma pessoa a fazer uma denúncia anônima de que ambos estariam comandando o jogo do bicho em Cuiabá.
Em entrevista exclusiva ao Circuito Mato Grosso, ele disse também que aguarda o Poder Judiciário esclarecer as acusações.
"Estamos aguardando a própria Justiça mesmo para avaliar. [Denúncia] anônima, você sabe que não tem validade nenhuma para a justiça, não é?. Então, para nós, da mesma forma que a Justiça está investigando, nós fomos pego de surpresa", questiona.
Questionado se a denúncia foi algo pessoal e político, Giovani disse que não conhece. "Não temos ideia. Estamos sem entender qual o motivo", se limitou a dizer.
Giovani e seu sogro foram acusados de voltar a comandar pontos de jogo do bicho. O denunciador anônimo teria protocolado documentos no Fórum de Cuiabá nas tardes dos dias 26 e 27 de junho e 17 de julho. Entretanto, ao assinar os papéis, o sujeito teria escrito o próprio nome de forma ilegível.
Segundo informações do Mídia News, a denúncia do anônimo aponta que Arcanjo passou o comando do jogo do bicho a seu genro Giovani Zen. Por sua vez, o ente teria dado máquinas de apostas para Alberto Jorge Toniasso. Após uma confusão, Alberto teria sido agredido pelo genro do antigo comendador.
Em audiência, Giovani disse que Alberto os procurou e que teria lhes oferecido pontos de venda do jogo do bicho para que os dois pudessem explorá-los e comandá-los. "Ele perguntou se eu tinha interesse em jogo do bicho e respondi que ele estava enganado, porque a gente não trabalha com isso”, disse em juízo.
Segundo Giovani, Alberto teria insistido na oferta. Contudo, ele continuou a negar e tirou da sala. Ele negou agressões. Além disso, o genro solicitou uma oitiva com Alberto – o que foi deferido pelo magistrado.
Por causa dessas acusações, Arcanjo teve que se justificar perante ao juiz Geraldo Fidelis. Ele tinha que explicar as acusações e responder o porquê de seu nome e de sua esposa aparecem em uma lista do jogo de bicho encontrada por agentes policiais. A audiência aconteceu na Vara de Execuções Penais no dia 2 de agosto.
O advogado Zair Abid, que faz a defesa de Arcanjo, para identificar o autor da denúncia, pois é de seu “interesse esclarecer tudo que se refere aos ventos”. O Ministério Público não fez objeções e também endossou o pedido. Assim, Fidelis pediu a diretoria do Fórum para compartilhar imagens do circuito interno de segurança e identificar a pessoa que protocolou os três documentos.
Se a pessoa for identificada, ela será intimada a esclarecer as acusações no dia 13 de setembro. Alberto, Arcanjo e seu advogado também deverão estar presentes na ocasião. A previsão é que a audiência comece as 14h45.
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