Ouvido na delegacia, o conduzido declarou que é morador de rua, que frequenta a comunidade porque sempre dão a ele comida e peças de roupas. Ele declarou que lavava as mãos no banheiro externo no momento em que a criança abriu a porta de um dos boxes (área de sanitários) que usava e teria se assustado quando encontrou o suspeito próximo à pia, provavelmente “por sua aparência suja” [nas palavras do suspeito].
Ainda segundo Antônio, ele tentou acalmar o menino, mas sem tocá-lo, quando então, o coroinha entrou no local e retirou a criança. O suspeito afirmou já ter passado por cinco internações psiquiátricas.
As declarações do conduzido serão confrontadas com demais atos de investigação, oitivas de testemunhas, familiares, imagens das câmeras de segurança e exame psicossocial a ser realizado no menino.
Em relação às imagens em vídeo dessa ocorrência, a Polícia Civil ressalta que não se responsabiliza por sua distribuição. A Instituição esclarece que sua conduta é a de não expor vítimas, especialmente crianças, envolvidas em qualquer natureza de crime, assim como mulheres adultas vítimas de violência doméstica sem fundamentos.

