Após o Democratas confirmar sua candidatura, o deputado estadual Mauro Savi agora busca mais do que nunca a liberdade. Contudo, o Superior do Tribunal de Justiça não parece acompanhar e negou a liminar de um habes corpus sob o âmbito da Operação Bereré. O ministro Humberto Martins foi quem negou o pedido na tarde desta terça (31).
A íntegra da decisão ainda não foi publicada. Segundo o sistema de acompanhamento de processos do STJ, o texto pode ser publicado nesta sexta (03).
Na manhã seguinte a negativa, a defesa do parlamentar protocolou um pedido de reconsideração. Tal ação não se trata propriamente de um recurso nem está amparada na legislação. Contudo, trata-se de um despacho burocrático que pede uma mudança do que foi decidido.
Sob a reconsideração, o ministro ainda não decidiu por ora.
O deputado preso também aguarda ainda a decisão da extensão de um habeas corpus dado ao empresário José Kobori. Este conseguiu a liberdade no dia 27 de julho pelo ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF). Como os magistrados voltaram de mês agora em agosto, a ministra Rosa Weber, que já havia negado outros pedidos de revogação de prisão de réus da Bereré, é quem deve decidir o caso.
A liberdade de Savi fica mais emergente por causa de uma possível candidatura às eleições deste ano. O Partido Democratas (DEM) autorizou o deputado estadual a apresentar seu pleito. Agora, ele se apresenta como pré-candidato para conseguir uma possível reeleição à ALMT.
A possível candidatura pode ser usada como argumento para retirá-lo da cadeia. Isto se daria por força de cruzamento de leis sobre direito político.
Próximo de completar 3 meses, Savi está preso preventivamente no Centro de Custódia da Capital. O parlamentar é apontado por ser o chefe da organização criminosa que desviou R$ 27,7 milhões do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran). As irregularidades foram identificados pelo Ministério Público Estadual em uma contrato firmado entre o órgão com a empresa EIG Mercados – da qual Kobori foi presidente até 2016.
Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), os valores repassados à EIG retornavam como pagamento de propina a políticos, agentes públicos e empresários.
O caso está relacionada à nova fase da Operação Bereré, chamada de Bônus e deflagrada no dia 09 de maio. Junto com savi, os advogados Paulo Taques e Pedro Jorge Taques lhe fazem companhia na cadeia.
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