O Partido Democrático Trabalhista (PDT) entrou na Justiça, pedindo a paralisação do programa Caravana da Transformação, alegando que o projeto promove a imagem de Pedro Taques para as eleições de 2018. Em defesa, Taques afirma que o partido adversário quer “ludibriar” a Justiça com a ação.
Segundo o secretário do Gabinete de Assuntos Estratégicos e coordenador-geral da Caravana, José Arlindo de Oliveira, as tentativas de suspender a Caravana da Transformação causaram estranheza aos agentes públicos estaduais.
“Causou espécie a manipulação da notícia tratando o pós-operatório como Caravana. Também causou espécie a utilização da Caravana de Rondonópolis para citar serviços que eram feitos e que contemplavam doação de bens aos pacientes e que, no ano de 2018, deixaram de ser prestados, exatamente resguardando esse período eleitoral”, diz trecho do documento entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) entregue no dia 10, em defesa do governador Pedro Taques, feita pelo PSDB.
Os pacientes que participaram das caravanas e fizeram cirurgias de catarata, precisando de pós-operatório quase teriam sido prejudicados por conta da alegação do PDT. Os últimos atendimentos acontecem 30 dias após a realização dos eventos; a última edição da Caravana em Sinop aconteceu entre os dias 21 de maio e 03 de junho deste ano, logo o último pós-operatório foi realizado de 03 a 06 de julho.
Em fevereiro, a procuradora-geral do Estado, Gabriel Novis Neves Pereira Lima homologou um parecer do órgão, reconhecendo a legalidade da realização da Caravana da Transformação em 2018, apesar de ser um ano eleitoral. A justificativa para a legalização do evento é porque se trata de uma prestação de serviços públicos. No último dia 5, o juiz Paulo Cézar Alves Sodré (TRE) negou o pedido do PDT e também manteve a Caravana.


