O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE/MT) aceitou um processo contra a Prefeitura de Várzea Grande para apurar supostas irregularidades na estocagem de medicamentos junto ao Centro de Armazenamento e Distribuição de Medicamentos (CADIM) do município.
A ação está sendo movida contra a prefeita Lucimar Campos e o atual secretário municipal de Saúde, Diógenes Marcondes. Também são apontados os ex-gestores Cássius Cássius Clay Scofoni Faleiros Azevedo e Luiz Antônio Vitório Soares. Este último, inclusive, comanda a Secretaria Estadual de Saúde.
O Circuito Mato Grosso procurou a prefeitura e Luiz Soares. Mas até a publicação desta matéria não obtivemos respostas por telefone ou e-mail.
Segundo a decisão, as primeiras apurações junto ao CADIM revelaram "grande quantidade de medicamentos e/ou materiais hospitalares que venceram nos exercícios de 2016 e 2018", bem como foram apontadas irregularidades na conservação do patrimônio. A manuntenção dos aparelhos de ar condicionado apresentam vazamento de água e deficiência na refrigeração do ambiente, relata o processo.
A ação irá verificar a responsabilidade dos gestores para restituir a prefeitura varzea-grandese no valor de R$ 61.673,94. A decisão foi dada pelo conselheiro interino Luiz Henrique Lima.
Ao Circuito Mato Grosso, o secretário de Comunicação, Marcos Lemos, disse que "não tem toda essa perda que eles falam" e que irão justificiar ao se defender da ação.
Segundo o secretário, a prefeitura está bem abaixo do parâmetro de perdas de medicamentos. "Existe um parâmetro legal que é próprio, porque os remédios têm validade. Nós estamos bem abaixo deste parâmetro", disse.
Ele também apontou que, para o Ministério da Saúde, até 5% de perda é normal. Assim, a porcentagem da perda é minima em comparação à compra total de remédios pela prefeitura. "Eles estão apontando aí uma perda de R$ 60mil. Nós gastamos R$ 38 milhões com remédios, vai dar menos de 1%. Se realmente figurar perda, não vai dar 1%", comentou.


