A diretoria do Hospital da Santa Casa em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, divulgou uma nota nesta terça-feira (3), informando à imprensa e sociedade que a unidade encerrou os atendimentos às 18h desta quinta-feira (5).
De acordo com as informações contidas na nota, as internações na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica não receberão novos pacientes. Essa medida foi a solução encontrada diante da dificuldade enfrentada pela falta de repasses das verbas que mantém os serviços em funcionamento. O hospital atende 19 municípios da região.
Ainda de acordo com as explicações da diretoria, a unidade passa por dificuldades de “manutenção” em todo o hospital.
“Importante destacar ainda que o problema não é apenas a manutenção da UTI Pediátrica, mas de todo o hospital”, diz trecho da nota.
Há também um pedido para que não haja atraso no repasse de verbas para os atendimentos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o reajuste de preços “déficit acumulado desde dezembro de 2015”.
Por meio de sua assessoria, o Hospital Santa Casa de ROO disse que os profissionais que fazem parte da equipe estão sem receber desde fevereiro 2018. Além disso, com o encerramento das atividades, a equipe é desfeita e cada médico vai para sua cidade de origem.
“Apenas um profissional é da cidade de Rondonópolis, o restante é de outros estados, toda vez que precisamos encerrar as atividades por falta de repasses, há um enorme dificuldade em refazer uma nova equipe”, esclareceu.
Embora o governo tenha afirmado que os pagamentos estão em dia, o hospital nega e afirma que existem atrasos de pagamento do poder Executivo.
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O Circuito Mato Grosso entrou em contato com a Secretária Estadual de Saúde (SES) para saber se existe pendências financeiras por parte do governo de Mato Grosso.
Em nota, a SES afirmou que não existe pagamento em atraso e que todos os repasses "estão regulares”.
Disse, ainda, que se existem atrasos é "por parte do SUS e são de responsabilidade do Governo Federal, assim como também é do Ministério de Saúde a competência para reajustar a tabela SUS. Portanto, quem pode responder a respeito da correção da tabela é o Ministério".



