O novo prédio do Centro Integrado de Reabilitação Dom Aquino Correa (Cridac) foi entregue nesta terça (3) ao Estado pela Associação dos Amigos do Hospital Central e deve iniciar atendimento em 45 dias. O centro será instalado no terreno do Hospital Central, no Centro Político Administrativo (CPA), cuja obra está parada há mais de trinta anos.
O novo Cridac é o primeiro de uma série de obras projetadas para a criação da Cidade da Saúde. A estrutura tem 4,5 mil metros quadrados, onde serão instalados programas de reabilitação física, incluindo tratamento de hidromassagem em piscina aquecida. A previsão é que o atual número de atendimentos diários dobre de 450 para 900. Os atendimentos a pacientes do interior de Mato Grosso devem passar de 1,5 mil para 4 mil ao mês.
“O prédio está com 80% pronto. Temos mais 90 dias para a conclusão, para a compra de equipamentos. Com isso, a quantidade de atendimentos ao dia deve aumentar em 100%. Hoje, atendemos cerca de 450 pessoas por dia no Cridac”, disse Flávia Tordarelle, diretora do centro de reabilitação.
Segundo o governador Pedro Taques, apesar do prazo de 90 dias para o encerramento de serviços no novo prédio, em pouco mais de um mês já haverá condições de transferir os atendimentos do bairro Porto para o Centro Político.
“Os equipamentos já foram comprados e chegam até em 45 dias. Logo que chegarem estaremos prontos para atender, visto que hoje está sendo repassado ao Estado a estrutura do centro. O número de pacientes do interior deve passar dos atuais 1,5 mil para 4 mil. Vamos conseguir mais que dobrar o número”.
O dinheiro para construção do centro, R$ 13 milhões para a estrutura e R$ 1 milhão para compra de equipamentos, foi negociado entre o Ministério Público do Estado e Poder Executivo a partir de valores recolhidos de desvio identificado em delações premiadas. Segundo Taques, a quantia deveria entrar na fonte 100 do governo, principal base de fundo do Executivo, mas foi redirecionada para o projeto.
As obras do novo Cridac foram tocadas em convênio entre o Poder Executivo, o Ministério Público do Estado e a Associação dos Amigos do Hospital Central, composta por empresários de variados ramos da construção civil. Esse grupo foi responsável principalmente pela gestão dos serviços.



