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Brasil tem 973 mortes por tétano em 9 anos

A vacina antitetânica passou a ser disponibilizada no Brasil nos anos 1950, mas 973 brasileiros morreram pela doença entre 2007 e 2016, diz boletim sobre o tétano divulgado esta semana pelo Ministério da Saúde. Entre os casos — foram 2939 infecções no período analisado — a maioria é de quem não tomou a vacina ou deixou de tomar alguma dose de reforço.

Hoje, a vacinação contra o tétano é dada em três doses na infância — e especialistas aconselham ainda o reforço a cada dez anos. O Ministério da Saúde alerta que a imunização só é garantida após o indivíduo completar todas as doses. Quem não tomou na infância, pode começar a imunização na idade adulta.

Dentre os casos de tétano confirmados no Brasil, muitos são os que sequer sabiam que tinham tomado a vacina. Dentre os que sabiam, 31,4% nunca tinha se vacinado e 13,5% tomou apenas uma dose. A partir da segunda dose, o índice de infecção diminui: 1,9% tomou duas doses; 2,2% (três doses); 2,6% (3 doses + 1 reforço); 0,7% (3 doses + 2 reforços).

Apesar de prevenível com o imunizante, o tétano tem uma alta mortalidade, informa o governo, com 33,1% de mortes entre os casos. De cada 100 pessoas que adoecem, cerca de 35 a 40 morrem.

"O tétano é um importante problema de saúde pública, pois apresenta alta letalidade e tratamento de custo elevado", conclui boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde, órgão do ministério responsável pelos dados.
Causada pela bactéria Clostridium tetani, o tétano não é contagioso (não se pega de pessoa pra pessoa). A doença ocorre quando ao indivíduo tem um ferimento profundo e há a introdução da bactéria em grandes quantidades nessas lesões.

A maioria se machuca em casa (31,5%) ou em vias públicas (17,7%). O Ministério da Saúde informa que 73,1% dos casos ocorreram em áreas urbanas.

No total, 5.224 casos suspeitos foram notificados ao Ministério da Saúde. Em 44,5% dos casos, a principal porta de entrada para a doença foi ferimento por perfuração, principalmente nos membros inferiores (66,0%)

Entre os mais infectados estão indivíduos entre 35 e 64 anos (56,7%), do sexo masculino (84,5%) e de raça parda (50,0%). Em relação à escolaridade, 38,1% dos indivíduos tinham até o ensino fundamental, e em torno de 5,7% eram analfabetos.

"Aposentados, pedreiros, donas de casa e trabalhadores agropecuários foram os mais acometidos, totalizando 58%" — Ministério da Saúde.
A doença começa com uma febre baixa, rigidez muscular e espamos e contraturas. "Em geral, o paciente se mantém consciente e lúcido", informa documento do ministério. A internação deve ser imediata e o tratamento consiste em neutralizar a ação da bactéria e controlar os sintomas, diz o Ministério da Saúde . 

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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