Para dar andamento no julgamento do caso referente à Operação Castelo de Areia, o juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues determinou o desmembramento da ação em relação ao réu Mauro Chen Guo Quin. Ele está foragido desde o início da fase processual. A decisão foi dada no dia 13 de junho pela Sétima Vara Criminal.
Castelo de Areia investiga supostos crimes de estelionato por meio de golpes aplicados pelo Grupo Soy em empresários e produtores rurais. Atraindo a atenção destes investidores, o esquema então prometia a captação de promessas de recursos de bancos estrangeiros com juros reduzidos. Mas as vítimas tinham que liberar o pagamento antecipado dos empréstimos. O prejuízo ultrapassa R$ 50 milhões. O esquema foi deflagrado no dia 26 de agosto de 2016 pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Além de Mauro, João Emanoel Moreira Lima (ex-vereador), Lazaro Roberto Moreira Lima (advogado), Evandro José Goulart (contador), Marcelo de Melo Costa (empresário), Irênio Lima Fernandes (juiz aposentado), Walter Dias Magalhães Júnior (empresário) e Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal (empresária).
Como Mauro não era encontrado pela Justiça, a ação estava paralisada. Pela denúncia, ele é apontado como "falso chinês" e se dizia dono de um banco estrangeiro. Agora, com a ação desmembrada, o juiz Jorge Tadeu poderá seguir com o rito processual para condenar ou absolver os outros réus da ação.


