A partir desta terça-feira (01) caminhoneiros de todo o Brasil param as suas atividades por tempo indeterminado em manifesto contrário ao aumento do combustível que encareceu, em média, em R$ 0,46 por litro de diesel, R$ 0,41 o litro da gasolina, R$ 0,20 o litro etanol. E Mato Grosso vai aderir à paralisação.
A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de Mato Grosso (Sindmat), Eleus Vieira de Amorim, ao Circuito Mato Grosso.
Segundo Amorim, a paralisação é uma iniciativa própria dos motoristas de transporte de carga, que irão paralisar as atividades e realizar bloqueios pelas estradas do Brasil, e principalmente Mato Grosso, onde a carga tributária é muito alta.
“O que o governo Temer fez é inaceitável, querer jogar a culpa dos rombos em cima do trabalhador. Hoje essa deixou de ser uma luta dos caminhoneiros e passou a ser da sociedade, pois atinge a todos, todo cidadão tem sido prejudicado de alguma forma, para contorna os erros de quem está no poder, disse Eleus Vieira.
O presidente ainda informou que a paralisação só irá se encerrar com o governo abaixando os valores dos combustíveis. Em Mato Grosso se paga um dos valores mais altos em combustível no Brasil. Questionado sobre o aumento do frete no estado em 4%, ele informou que esse aumento não é verídico.
“Esse aumento que eles dizem que têm, não é verdade, pois seria muito fácil, aumenta o combustível ou imposto e aumentamos o valor e fica tudo resolvido. Isso não procede, o governo PT, fez com que muitos aventureiros entrasse para o ramo de transporte, e hoje em todo o Brasil, temos 300 mil caminhões encostados, e somente em Mato Grosso, são 3 mil sem frete para transportar”, explicou ele.
Ainda de acordo com Eleus, os gastos e manutenções são muito altos e ainda com o aumento do combustível, fica difícil trabalhar. Ele explicou que com a paralisação, o estado terá um prejuízo muito grande.
“Para o começo, tudo que é produzido no estado, vai ficar parado ou armazenado sem poder sair daqui (MT), e tudo o que o estado importa de fora que é industrializado, não chegará, já que muita coisa é se comprado de fora, já que aqui não há incentivos para industrias aturarem”, completou o presidente do Sindmat.
O representante do Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG), Gilson Baitaca, também confirmou a paralisação nas primeiras horas do dia 1º de agosto.
“Esperamos e acreditamos que o governo vai recuar com esse aumento inadmissível, que está sendo jogado nas costas do setor de transporte. Vamos lutar pela redução do valor do combustível, o bloqueio acontecerá nas principais rodovias que cortam o Brasil, e toda a classe está unida nessa causa” disse Baitaca em entrevista.



