Cidades

Paralisação atinge 32 mil alunos federais; 50% da frota parada

A greve geral que acontece na manhã desta sexta-feira (30) em todo Brasil, atinge somente em Mato Grosso, 32 mil alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que ficam sem aula, em decorrência das manifestações contrárias as reformas propostas pelo Governo Michel Temer, como as Trabalhista e Previdenciária. Na grande Cuiabá, desde as primeiras horas do dia, somente 50% da frota dos ônibus está nas ruas atendendo os usuários.

A rede estadual e municipal de educação e as agências bancárias também estão sem funcionamento. Esta é a segunda paralisação geral de alcance nacional neste ano, contra Temer. A primeira foi realizada no dia 28 de maio e teve maior adesão das categorias.

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), Reginaldo Araújo, informou ao Circuito Mato Grosso que com a paralisação 1.600 professores e 1.500 técnicos estão parados.

“No ato, além de professores e técnicos, temos alunos que participam do movimento contrário a essas reformas que vêm só para prejudicar o trabalhador, principalmente mulheres e trabalhadores rurais que são os menos favorecidos. É um duro ataque político contra toda sociedade brasileira”, disse Reginaldo.

Os servidores e alunos estão em uma das guaritas da UFMT realizando distribuição de panfletos que mostram os prejuízos da reforma aos trabalhadores. Eles irão realizar intervenção ao longo da Avenida Fernando Corrêa com cartazes e máscaras de políticos que são contrários aos direitos dos trabalhadores. Reginaldo disse que as vias não serão fechadas.

No período da tarde, os servidores vão realizar uma carreata até a Praça Ipiranga no Centro da Capital, onde deverão se juntar a outras categorias.

Transporte

Quem precisou pegar ônibus nesta sexta-feira, se deparou com o transporte lotado e demorado, já que apenas 50% da frota saíram das garagens. O presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Coletivo de Cuiabá e Região (STETT/CR) garantiu que mesmo aderindo a greve, metade da frota irá atender aos usuários de Cuiabá e Várzea Grande, durante todo o dia da paralisação.

“Nós temos cerca de 400 ônibus nas ruas todos os dias. Esperamos que não haja nenhum ato de vandalização, entramos em consenso de que 50% dos ônibus estarão nas ruas e vamos cumprir isto. Alguns grupos mais radicais poderão atrapalhar o andamento dos serviços, mas será contornado”, garante.

Confira os sindicatos que manifestaram apoio à greve geral:

Sinetran-MT (Trabalhadores do Detran de MT)
Sindimed-MT (Médicos do estado de MT)
Sintect-MT (Trabalhadores nos correios de MT)
Sindjufe-MT (Trabalhadores do judiciário federal)
Sindes-MT (Trabalhadores do desenvolvimento econômico social)
Sinasefe-MT Secção São Vicente (Trabalhadores do IFMT São Vicente)
Seeb-MT (Bancários de MT)
Sintep-MT (Educação municipal e estadual MT)
Sintuf-MT (Trabalhadores técnicos federais UFMT)
Adunemat (Professores universitários da Unemat)
Sindsep-MT (Servidores federais)
Adufmat-MT (Professores (as) UFMT)
STETT/CR (Motoristas de ônibus de Cuiabá)
 

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Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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