Cidades

Cuiabano descobre padrão para prever terremotos e ganha fama internacional

Muitos o chamam de louco, mas na verdade a história deste cuiabano é uma loucura. Aroldo Maciel, conhecido como “Carioca”, é formado em letras e trabalha como técnico de audiovisual em uma universidade em Cuiabá. Conhecido também pelo seu histórico de previsões de terremotos, ele acertou cerca de 80% de suas previsões e com isso ganhou confiança e credibilidade. 

Aroldo decidiu estudar sismos por mera curiosidade após uma conversa em um churrasco com amigos. Um deles falou que nenhum homem preveria um evento como o ocorrido no Japão em 2011. Então, começou a ler livros e materiais relacionados a terremotos. Foram oito meses de estudo para encontrar um padrão.

“Pego os históricos dos terremotos e sigo. A partir daí,utilizo um algoritmo de triangulação de dados que prevê em até sete dias um sismo que está a caminho, assim como ocorre com as correntes marítimas, por exemplo. Desse modo, eles possuem uma propriedade com a qual é possível calcular velocidade, localização e até a magnitude com grande precisão”, explica Maciel. 

As previsões de Aroldo são postadas nas redes sociais. 2,8% da população chilena segue Aroldo nas redes sociais, 349 mil curtidas no Facebook, no Twitter são 411 mil seguidores. 

Segundo o carioca, a grande sociedade científica não aceita suas previsões. “Muitos deles me julgam sem me conhecer, sem conhecer o projeto, se está até a sete anos de pé, deve ser porque tem algo de real”, declara. 

Aroldo participa de várias vezes de programas de TV no Chile, País onde seu projeto é mais respeitado, principalmente após o terremoto de magnitude de 8,3 graus em La Serena, a 450 km de Santiago, em setembro de 2015. Na época, ele disse que foi o grande marco em sua pesquisa. “Eu percebi que realmente salvei vidas, foi uma tristeza que 12 pessoas morreram. Mas, sei que ajudei a salvar várias que habitavam o local”, conta.

Terremoto e Brasil

 Maciel se preocupa com os eventos sísmicos recentes no Brasil, que normalmente não usa estrutura antissísmica nas construções. “O Brasil não é como é vendido, país sem terremotos, em Sinop tivemos eventos sísmicos a dois anos e tivemos outro em São Paulo recentemente” conta. 

Ele ainda espera que nos próximos dez anos ocorram novos eventos em Mato Grosso. “Tem um risco de ocorrer evento aqui em MT, o último evento que tivemos acima de magnitude 6,0 aconteceu a mais de 60 anos em Porto dos Gaúchos (MT), e o ciclo é de 70 anos então pode se repetir. Na época a cidade era pouco populosa, hoje é bem povoada. Então, devemos ficar atentos”, alerta Aroldo.

Carioca decidiu dar uma pausa nas previsões para terminar um livro, terminar suas pesquisas junto com o geólogo George França da Universidade de Brasília, além disso, também lançar seu documentário. 

“Tenho que propor algo mais sério e duradouro como esta pesquisa, para que posso ter algo mais concreto, por isto esta pausa”, conta Aroldo.

Redação

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