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Ciclovia que desabou no Rio passará por reforma

Foto: reprodução

Por G1

A construtora responsável pela ciclovia da Avenida Niemeyer terá que refazer a grade de proteção e fixar todos os apoios da pista onde a água do mar pode chegar. A informação é do jornalista Edmilson Ávila e divulgada no RJTV.

Após a divulgação de um relatório do Crea-RJ e uma vistoria da Geo-Rio, foi constatado que a grade da ciclovia era inadequada e não suportava a corrosão. A pista fica em um chamado “tabuleiro” que terá que ser levantado e as rampas serão fixadas onde a água chega.

Um grande pedaço da obra terá que ser refeito e isso vai levar, pelo menos, 90 dias. Apenas após a obra o local poderá ser reaberto à circulação do público. De acordo com o secretário de Infraestrutura do Rio, Índio da Costa, a Prefeitura do Rio não terá que pagar a obra. A construtora terá que pagar toda a obra novamente.

Entenda o caso
A polícia indiciou 14 pessoas pela queda da Ciclovia Tim Maia, no dia 21 de abril de 2016. Os 14 responderão por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Duas pessoas morreram no acidente: o engenheiro Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos, e o gari comunitário Ronaldo Severino da Silva, de 60.

O delegado responsável pelo caso, Alberto Lage, diz ter encontrado erros em todas as etapas da obra. A começar pela licitação, com o projeto básico incompleto. Houve falhas também no projeto executivo, apresentado em partes e já com a obra iniciada. Vinte e sete pessoas foram ouvidas, entre testemunhas e pessoas envolvidas no caso.

Sete indiciados são da GEO-Rio – orgão da prefeitura responsável pelo projeto básico e pela fiscalização da obra.

Outros seis indiciados foram responsáveis pelo projeto executivo. A investigação concluiu que eles também não levaram em conta a ação das ondas. Destes, quatro deles são do consórcio Contemat-Concrejato, que construiu a ciclovia. Os outros dois são ligados à Engemolde Engenharia, contratada pelo consórico para construir pilares e lajes.

Na época, o consórcio Contemat-Concrejato e a Engemolde informaram que não tiveram acesso ao inquérito e não irão se pronunciar sobre o assunto. A Defesa Civil do município e a GEO-Rio também não se manifestaram.

Redação

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