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Arsenal apreendido pela polícia no Rio vale R$ 2 milhões

Foto: reprodução

Por G1

A apreensão de 33 fuzis na última terça-feira (3) deu mais uma mostra do arsenal em poder de criminosos hoje no Rio de Janeiro. O Fantástico ouviu especialistas para entender que armas são essas e como elas chegam à cidade.

Entre os fuzis apreendidos pela polícia na comunidade da Cidade Alta, em Cordovil, Zona Norte do Rio, estava um modelo AR-10, o mais moderno usado hoje pelas equipes de elite da polícia do Rio – os primeiros foram comprados há menos de três anos.

Segundo o delegado Fabrício Oliveira, o AR-10, que usa munição de calibre 7.62, tem alcance de um quilômetro. Além dele, também chamaram a atenção dois outros fuzis, que pertenceram ao governo americano. Pelos cálculos da polícia, as armas apreendidas na terça-feira valem cerca de R$ 2 milhões.

"Essa apreensão chama a atenção pelo fato de praticamente 100% dessas armas serem estrangeiras. É uma surpresa pra gente, uma arma tão moderna e que foi adquirida pela polícia há pouco tempo já estar nas mãos dos criminosos. mas a gente sabe que eles buscam no mercado negro o que há de mais moderno no mundo", afirmou o delegado.

Na ação de terça-feira, foram recolhidos também fuzis dos modelos AR-15 e AK-47 – este último é o preferido dos criminosos cariocas por ser, segundo policiais, extremamente resistente, exigindo pouca manutenção, e muito fácil de manusear. Além disso, é muito facilmente adquirido no mercado negro.

"O regime de fogo automático facilita muito a eles a fazer a contenção de tiros, tiros para todos os lados, é um fuzil com grande poder de tiro no automático", explica um inspetor.

Para tentar rastrear essas e outras armas apreendidas em operações policiais, foi criada em abril a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme). Mas a polícia sabe que a missão é difícil e que os criminosos usam estretégias para despistar os investigadores: em uma das armas apreendidas na Cidade Alta, eles falsificaram uma inscrição para dar a impressão de que o fuzil era de uma empresa americana.

Desafio ainda maior é impedir a entrada dessas armas no país – as que foram recolhidas na Cidade Alta vieram de dez países diferentes: Egito, Estados Unidos, Argentina, Rússia, Suíça, Sérvia, Turquia, Áustria, Romênia e China. E os traficantes pagam caro por esse tipo de armamento.

"São armas caras. A gente acredita que um fuzil está girando em torno de R$ 50 mil a R$ 70 mil aqui no Rio de Janeiro, no mercado negro", afirma o delegado Fabrício.

"A gente precisa de mais efetivo no patrulhamento de fronteiras, de um maior controle da circulação de cargas nas rodovias do país e ter dados de inteligência, dos interrogatórios dos participantes daquela ocorrência e que foram detidos. É um processo muito demorado", opina o especialista em segurança Vinicíus Cavalcante. 

Redação

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