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Ex-vice-presidente do Flamengo, Flávio Godinho deixa presídio

O ex-vice-presidente do Flamengo Flávio Godinho deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira (7). A informação é da secretaria de Administração Penitenciária (Seap). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou a soltura na última quarta-feira (5).

Ele é apontado, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, como "braço direito" do empresário Eike Batista na empresa EBX. Godinho foi preso em janeiro de 2017 durante a Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Lava Jato. De acordo com as investigações, ele é suspeito de ser um dos operadores do esquema de propinas cobradas de empreiteiras que faziam obras públicas no Rio de Janeiro.

Ele é investigado por embaraço a investigação contra organização criminosa e lavagem de dinheiro. Godinho seria, segundo as investigações, responsável por montar contratos internacionais de prestação de serviços de consultoria, forjando causas para transferência de recursos para o exterior.

Ministro autoriza alternativas à prisão
Gilmar Mendes considerou que, como os fatos remetem a 2011, a prisão preventiva (sem condenação) não se justificava, apesar de ter registrado a gravidade das suspeitas.

Na decisão, o ministro do Supremo autorizou o juiz do caso a aplicar medidas alternativas à prisão, como recolhimento domiciliar, proibição de sair do país e comparecimento à Justiça, por exemplo.

"O paciente não estaria na liderança da alegada organização criminosa. Nesse quadro, mesmo que imbuído do propósito de embaraçar a instrução criminal, não está evidente o potencial do investigado de pôr em marcha plano para tanto", escreveu o ministro.

"Não se indica razão concreta e suficiente para crer no risco de que o paciente venha a praticar crimes semelhantes na atualidade. Dessa forma, o perigo que a liberdade do paciente representa à ordem pública ou à instrução criminal pode ser mitigado por medidas cautelares menos gravosas do que a prisão", acrescentou.

Redação

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