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3 meses após massacre, 98 presidiários seguem foragidos

Três meses após o massacre que deixou 65 presidiários mortos em Manaus, 98 detentos permanecem foragidos de unidades prisionais da capital até a manhã deste sábado (1º). Ao todo, foram 225 fugas. Após a crise carcerária no estado, a Força Nacional foi acionada e continua na barreira de acesso ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde a maioria dos detentos foram assassinados.

O motim no Compaj teve início na tarde do dia 1º de janeiro e, conforme a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), houve uma briga entre facções. O caso é considerado o "maior massacre" do sistema prisional do Amazonas.

Após a matança, a SSP-AM transferiu, emergencialmente, 284 presos para a então desativada Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Os presos transferidos também se rebelaram e quatro foram mortos no local. Outros quatro foram assassinados na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP).

Como medida para estabilizar o sistema prisional, o Governo transferiu 17 presos para presídios federais. Eles teria comandado os motins.

Além disso, houve reforço nas revistas, inclusive com a participação do Exército Brasileiro. Durante as ações, vários objetos proibidos e perigosos foram encontrados e retirados.

Após a crise carcerária, a polícia instaurou quatro inquéritos relativos aos crimes. Um deles, relativo às mortes na Vidal Pessoa, foi encaminhado ao Ministério Público. O inquérito sobre as mortes no Compaj ainda não foi concluído e a Polícia Civil não tem previsão de quando ele será enviado ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM)

Cadeia reativada
Em relação à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, o Ministério Público pediu à Justiça que os 223 presos fossem transferidos imediatamente para outras unidades, por causa das condições que se encontra a cadeia atualmente. No fim de semana de carnaval, 14 presos fugiram do local.

As autoridades trabalham com o prazo de até final de abril para desocupar a Vidal Pessoa. Os presos devem ser colocados num novo presídio chamado de Centro de Detenção Provisória 2, que está sendo construído nos arredores do Compaj.

 

Redação

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