Política

Maggi vai ao Senado para explicar denúncias da Carne Fraca

Agência Brasil

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, participa na tarde desta quarta-feira (22) de audiência pública conjunta das comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ele vai explicar as denúncias reveladas pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, e detalhar as medidas tomadas pelo governo.

A operação foi deflagrada na última sexta-feira (17) e apura o envolvimento de frigoríficos em um esquema criminoso que subornava fiscais federais para que fosse autorizada a comercialização de produtos que já estavam em condições impróprias para consumo.

A autora do convite a Blairo Maggi na CAE foi a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) que disse estar preocupada com os impactos da Carne Fraca sobre a cadeia produtiva de carnes e também com a forma de divulgação da operação. Na CRA, o autor do pedido foi o senador Lasier Martins (PSD-RS) que quer discutir as medidas adotadas pelo Ministério da Agricultura em relação às denúncias reveladas.

Desde a deflagração da Operação Carne Fraca, países como China, Chile e a Coreia do Sul anunciaram restrições à importação de carne brasileira. A reação do mercado internacional e também a grande repercussão da operação no Brasil motivaram reuniões do presidente Michel Temer no fim de semana.

O ministro Blairo Maggi também tem mantido uma agenda intensa de reuniões com segmentos envolvidos nas denúncias da operação e anunciou a suspensão da licença de exportação de 21 plantas de frigoríficos sob investigação na operação. O governo federal tem argumentado que as fraudes representam um “fato isolado” e que a inspeção brasileira é “forte, robusta e séria”.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões