Os servidores da saúde de Mato Grosso aprovaram indicativo de greve, que tem previsão de inicio para dia 15 de março. A aprovação ocorreu em assembleia da categoria realizada nesta quinta-feira (26). A medida acompanha a mobilização da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que também possui indicativo de greve para a mesma data e pauta de reivindicações semelhantes.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sisma/MT), Oscarlino Alves, a decisão tem como estopim o déficit no orçamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que começa 2017 com R$ 600 milhões a menos em relação ao ano passado.
O movimento grevista também é contra as "imposições" do governo, que não estaria dialogando com a categoria, ameaça cortar de ponto no exercício, não cumpre acordo com a categoria, homologado na Justiça, que cobra concurso público – o último foi realizado há 15 anos -, dentre outras imposições.
Para Oscarlino Alves, é uma decisão que requer muita reflexão e responsabilidade e vem de encontro com a forma que está sendo gerido o Estado. “Não há qualquer abertura de dialogo, embora tenham sido feitas dezenas de solicitações. O ano de 2017 começou com várias unidades de saúde fechadas. Todas têm em comum a falta de insumo, estrutura física sucateada e servidores descontentes e doentes.
De acordo com o Sisma/MT, as unidades que começaram o ano fechadas são: o Centro de Reabilitação Dom Aquino Correa (CRIDAC), Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (CEOPE), Farmácia de Alto Custo e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A decisão por uma paralisação é uma medida extrema, segundo Oscarlino, mas que é de suma importância, pois “demonstra de forma clara e objetiva todas as mazelas que vem passando a população e os servidores públicos mato-grossenses”, afirmou.



