Cidades

3ª Caravana do Gugu vai levar donativos e alegria à comunidade de Mata Cavalo em outubro

A Caravana do Gugu, que chega em sua 3ª edição, vai beneficiar este ano com brinquedos, roupas e alimentos e diversão a comunidade de Mata Cavalo, localizada no município de Nossa Senhora do Livramento (50 km de Cuiabá/MT), onde vivem atualmente 300 famílias em situação de vulnerabilidade. A ação será realizada no dia 19 de outubro.

Em 2017 o gourmet Gugu de Malafaia se uniu ao amigo e promoter Robertinho Daubian para, juntos, colocarem em prática um projeto social com o propósito de levar alegria e ajuda a comunidades carentes no Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. O primeiro ano beneficiou moradores do Jardim União e em 2018 a comunidade de Cinturão Verde, na região do Pedra 90. E em 2019, a ação será no antigo quilombo de Mata Cavalo.

Gugu de Malafaia já está mobilizando amigos, seguidores e internautas em geral em busca da arrecadação de brinquedos, alimentos não perecíveis, caixas de leite e roupas. “Também estamos pedindo contribuição com refrigerante, bolos, salgados, biscoitos, para serem servidos durante a ação em Mato Cavalo”, detalha.

Mas, para que a ação seja concretizada, a organização está em busca de apoio para pagar o ônibus que levará os voluntários da caravana até Nossa Senhora do Livramento. Para doar, basta entrar em contato com Gugu de Malafaia (65 99223-7774) ou com Robertinho Daubian (65 99262-7840). 

Quanto aos donativos, poderão ser entregues na casa da Negra Laura, onde funcionou durante anos a Casa de Bamba, no bairro Santa Helena. “Na dúvida, as pessoas podem entrar em contato comigo e com o Robertinho pelos telefones acima.

A comunidade de Mata Cavalo, onde vive atualmente cerca de 300 famílias, foi escolhida para ser contemplada este ano pela Caravana do Gugu após o idealizador obter informações com a professora Lucilene de Pinho Ferreira, da Escola estadual quilombola Tereza Conceição Arruda, sobre a difícil realidade dos quilombolas. 

A coordenadora escolar Gonçalina Eva de Almeida conta que as pessoas que ali vivem passam por muitas dificuldades e são vários os fatores. “Um deles é a espera pela regularização fundiária. Inclusive algumas famílias moram na beira da estrada. Muitos dependem do Programa Bolsa Família e da cesta básica distribuída pelo governo e que não têm chegado pra todo mundo”, relata Gonçalina.

Segundo a professora, faltam espaço e estabilidade para trabalhar porque a regularização fundiária ainda não chegou. “Ainda enfrentamentos problemas com despejo, mas vivemos na luta constante pela melhoria da educação, da saúde, da posse definitiva de nossas terras”.

Gonçalina comemora a iniciativa de Gugu de Malafaia. “E quando encontramos alguém disposto a nos ajudar nas nossas dificuldades, só temos a agradecer. “Isso renova nossas esperanças, é um tipo de ação de suma importância para nós, mães, para nossas crianças, porque a caravana proporcionará para a comunidade um momento diferenciado, em que as crianças serão presenteadas, verão que são valorizadas, que têm pessoas que sabem que elas existem. Agradecemos e esperamos que a gente atenda a expectativa de vocês, a quem somos muito gratos.
 
História

Registros históricos apontam que em 1883, os cerca de 15 mil hectares de terra do quilombo foram recebidos como herança pelos 33 negros escravizados que trabalhavam na sesmaria. Os antigos donos, que não tinham filhos, fizeram um acordo: os escravos cuidariam deles até o fim da vida e, em troca, receberiam as terras da fazenda. Porém, até hoje não têm o título de posse da área. As famílias que vivem no quilombo se sustentam a partir da agricultura e do artesanato.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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