Foto: Willian Matos/CMT
Com Valquíria Castil
O governador Pedro Taques (PSDB) ainda não tem data certa para enviar à Assembleia Legislativa o projeto de lei complementar sobre o teto dos gastos públicos estaduais.
Mesmo com os rumores de que a proposta seria encaminhada ainda nesta semana, Taques explicou que o envio só deve ser feito quando o Conselho Previdenciário, presidido por ele, decidir sobre a nova alíquota do desconto salarial dos servidores do Estado.
O projeto a ser enviado ao Legislativo prevê um limite de gastos públicos em Mato Grosso pelos próximos dez anos. Já a reforma previdenciária prevê o aumento no desconto de 11% para 14% na folha salarial – além do tempo de contribuição.
“O projeto do teto [de gastos] vai o mais rápido possível para Assembleia. Mas o Conselho [Previdenciário] ainda não discutiu e o teto vai esperar”, disse o governador à imprensa, na manhã desta segunda-feira (6).
Em fevereiro, Taques chegou a agendar uma reunião ordinária para a apresentação da porcentagem de aumento do desconto e as justificativas. No entanto, o encontro acabou não sendo realizado, por falta de quórum.
Melhoras
De acordo com Taques a situação econômica do Estado já tem apresentado melhora, mas que o projeto do teto de gastos e a reforma previdenciária irão colaborar com a retomada da tranquilidade financeira do Executivo.
A expectativa, conforme o tucano, é que questões como a data do pagamento dos servidores do Executivo Estadual sejam normalizadas.
“Estamos trabalhando para que a partir de julho nós voltemos a pagar os salários até o dia 30 de cada mês. O secretário de Fazenda [Gustavo Oliveira] está trabalhando firme para isso. Estamos tentando fazer isso, o mais rápido possível”, disse.