Política

Réu em processo, Pinheiro ataca João Emanuel: “esse vagabundo, ladrão”

Foto: Andréa Lobo / Arquivo CMT

“João Emanuel, o bandido”, assim se referiu o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), ao falar do vereador cassado João Emanuel (PSD) – que renunciou a presidência da Casa e foi cassado em 2013. As acusações e xingamentos foram ditos na manhã desta terça-feira (18), horas antes de Pinheiro ir ao Fórum da capital, prestar esclarecimentos a juíza da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, Célia Regina Vidotti, sobre suposta fraude na tramitação de três projetos de lei que resultaram na suplementação de R$ 365 milhões à prefeitura da capital.

O ataque a João Emanuel (PSD) se deve ao fato do ex-presidente da Casa de Leis ter sido o autor das acusações ao Ministério Público do Estado (MPE). Segundo Pinheiro, a denúncia do ex-parlamentar foi motivada pelo processo que culminou na cassação do social democrata em 2013.

“Agora tenho algumas curiosidades, João Emanuel, o paladino da moralidade, por que não denunciou isso em fevereiro, quando assumiu a presidência? Por que ele foi denunciar isso quando encabecei a lista de cassação dele? […] esse vagabundo, ladrão, pois a qualificação para um guri desses é ladrão, um cara que rouba R$ 8 milhões em dez meses, e estimo que possa chegar a R$ 10 milhões, já que tem muitos documentos presos no MPE. Por que esse vagabundo não me denunciou em fevereiro, por que foi fazer quando conduzi o processo de cassação?” atacou Pinheiro.

As irregularidades teriam sido cometidas em 2012, quando o Poder Executivo municipal era comandado por Francisco Galindo (PTB). O MPE acusa Pinheiro – que na época presidia a Câmara Municipal – de fraudar o trâmite de três projetos que foram aprovados sem terem sido levados a plenário para votação. As leis tratavam de matérias relacionadas ao Plano Plurianual e à Lei Orçamentária Anual. Na ação, o MPE acusa Pinheiro de ato de improbidade administrativa e pede o pagamento de dano moral coletivo de R$ 1 milhão.

Pinheiro jura inocência e que irá conseguir comprovar há existência da sessão. “Houve sessão, tem ata, houve pareceres”, afirmou o presidente.

A defesa arrolou sete testemunhas, entre elas os vereadores Arnaldo Penha (SD) e Adevair Cabral (PDT). Entre as testemunhas de acusação, está João Emanuel.

Redação

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