Economia

Mato Grosso cai dez posições no ranking de competitividade e só supera Estados com piores crises

A situação fiscal de Mato Grosso caiu dez posições como critério de competitividade no País, entre 2018 e 2019. A 8ª edição do Ranking de Competitividade dos Estados, divulgada ontem (17) pelo Centro de Liderança Pública (CLP), mostra que Mato Grosso passou da 14ª posição para a 24ª, superando apenas Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, Estados que entraram num cenário negativo a partir da crise de 2015.

A lista foi elaborada segundo o critério “solidez fiscal” – definido como a capacidade de o governo administrar as contas públicas. Segundo o estudo, uma boa gestão permite, por exemplo, diminuir endividamento, atrair investidores e oferecer melhores serviços públicos.

Para o cálculo, foram analisados indicadores com diferentes pesos na nota final, como resultados primário (excluindo receitas e despesas com juros) e nominal, capacidade de investimento e sucesso de execução orçamentária, com base em números do Tesouro Nacional. 

Os Estados mais bem avaliados são Amazonas e Espírito Santo, que melhoraram, sobretudo, a capacidade de investimento. Os lanternas Rio Grande do Sul e Minas Gerais têm 104% e 90% do seu orçamento comprometido com pagamento da folha de servidores ativos e inativos. Em comparação, Amazonas e Espírito Santo possuem 59% cada. Amapá, 1.º colocado nesse indicador, tem 52%.

O quesito de folha de pagamento aponta um cenário negativo em Mato Grosso. O comprometimento do orçamento com a folha salarial está bem mais próximo ao dos Estados mais bem avaliados do que aos nas últimas posições. Conforme a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), mesmo com estouro da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), o gasto com salários equivale a menos de 60% do orçamento no ano.

Redação

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