Economia

Mato Grosso ainda apresenta números negativos de empregos em novembro

A geração de empregos, em Mato Grosso, encerrou novembro no negativo com redução de 0,87% na comparação ao mesmo mês de 2016. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quarta-feira (27) mostram leve crescimento apenas no comércio (0,19%), que gerou 348 postos de trabalho no mês.

Conforme o Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), o volume de vagas formais abertas no estado teve resultado de -5.804 no penúltimo mês do ano, incluindo queda nas atividades do mercado da agropecuária.

O setor, que historicamente aparece como responsável pela maior geração de empregos, teve queda de 2,67%, o terceiro pior resultado no quadro de geral de empregos – atrás da construção civil e da mineração -, e também na comparação de volumes empregos movimentados. Abriu 4.264 e fechou 7.449, perda de 3.185 vagas.

O comércio concentrou seu resultado positivo no segmento varejista, que gerou 707 vagas, com a abertura de 6.961 novos empregos formais e fechamento de 6.254 (0,46%). O segmento atacadista ficou no vermelho com encolhimento de 1,12%.

Líder de desemprego

A construção civil teve o pior resultado em Mato Grosso. O setor encolheu 3,68% no mês passado, demitindo 3.475 trabalhadores no mesmo período em que abriu apenas  1.964 novas vagas (-1.511).  No acumulado de 12 meses, o setor já apresenta queda de 5,63%, com demissão de 33.127 trabalhadores e contratação de 30.747.

O mercado da mineração teve queda de 3,32% na geração de empregos em novembro, fechando 115 vagas, resultado da contratação de 31 trabalhadores e demissão de 146. No acumulado de novembro a novembro, apresentou leve alta de 0,12%, com saldo de 4 vagas a mais no mercado de trabalho.

Resultado do país

No Brasil, o saldo de empregos formais em novembro ficou negativo, com redução de 12.292 vagas. Em relação a outubro, houve redução de 0,03%. Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em novembro há uma tendência de saldo negativo do emprego. Ele argumentou, entretanto, que esse resultado não indica interrupção no processo de retomada do crescimento econômico, com criação de postos de trabalho.

“Nos 11 meses do ano, oito foram positivos [com geração de emprego]”, disse Nogueira.

O resultado de novembro considera 1.111.798 de admissões contra 1.124.090 de desligamentos. No acumulado do ano, o saldo é de 299.635 empregos, com expansão de 0,78% em relação a dezembro de 2016.

Nos últimos 12 meses, o saldo é negativo, com redução de 178.528 postos de trabalho, uma retração de 0,46%.

Redação

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