Cidades

Justiça determinou a saída dos últimos moradores dos imóveis na Ilha da Banana

A Justiça Estadual determinou a saída de um morador da Ilha da Banana, no centro de Cuiabá, para início do processo de desobstrução da área por onde deverá passar o traçado do VLT (Veículo sobre Trilhos). A decisão é do juiz Roberto Teixeira Serror, da 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública, do dia 9 de dezembro do ano passado.

A determinação foi contra um dos últimos moradores na área de 182,64 m² na avenida Coronel Escolástico em ligação com a avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha). O local integra o plano de instalação de trilhos para VLT do segundo traçado do trajeto, do terminal no contorno do Tijucal à Prainha.

O início da desocupação da Ilha da Banana estava previsto desde meados de 2016, mas a programação foi interrompida por entrave jurídico de proprietários de terrenos no local, segundo a Secretaria de Cidades (Secid).

Com a nova decisão da 5ª Vara, o dono do imóvel, Benedito Carlos Addôr Nunes da Silva perde antecipadamente o direito de posse. A desocupação vai custar aproximadamente R$ 179,3 mil aos cofres do Estado.

O processo de desocupação se arrasta desde o governo de Silval Barbosa, quando teve início a execução de projeto de obras da Copa. Ao todo, 15 imóveis devem se desapropriados na ilha para instalação de trilhos.

O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de Mato Grosso, órgão responsável pelas análises dos pedidos de desapropriação, disse que a área tombada como patrimônio abrange apenas o entorno da residência, o que não impede o processo de desocupação.

Drogas e abrigo

Localizada no coração de Cuiabá, a Ilha da Banana é parte da história de fundação da Capital mato-grossense e do cenário de exploração do ouro há quase 300 anos. De referência da cuiabania, transformou-se um tipo de campo de concentração, onde cerca de 100 dependentes químicos, também conhecidos como “zumbis do crack”, se mutilam aos olhos da sociedade sem que se faça nada pela vida dessas pessoas.

Eles se escondiam em meio aos escombros de imóveis que foram demolidos em setembro para dar espaço a estação do sonhado e polêmico Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT.  São vistos com desprezo por muitos, medo por outros, com indignação ou repulsa por outros tantos.

A maioria dos moradores da região, acabaram migrando para o Parque urbando do Moro da Luz.

Redação

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