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Homem armado com fuzil invade palco em apresentação de MC

Um cinegrafista amador flagrou um homem armado em cima do palco durante um baile funk em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Nas imagens, é possível ver o suspeito levantando um fuzil para o alto durante uma das canções. A polícia já analisou as imagens, identificou os suspeitos e acredita que, aparentemente, o fuzil é verdadeiro.

As imagens foram gravadas durante uma apresentação do MC Barriga, no baile do bairro Vila Mirim, no dia 18 de julho. A apresentação seria em homenagem à morte de Thiago Bispo dos Anjos, vulgo TH, de 33 anos.

A Polícia Militar informou que já identificou parte das pessoas que aparecem no vídeo e que o organizador do evento foi convocado a prestar esclarecimentos. Os próximos passos da investigação ficarão a cargo da Polícia Civil.

De acordo com a Prefeitura de Praia Grande, não há nenhuma autorização para a realização de bailes funks no município. Várias denúncias têm sido feitas e repassadas para a Polícia Militar. A administração pública informou também que não realiza estudos para promover ou abrigar bailes funks de forma legal no município.

Para o advogado Victor Nagib Aguiar, de 31 anos, membro da Comissão de Direito Penal da OAB-Santos, a conduta do cantor não configura nenhum crime. "O rapaz com fuzil está completamente errado. Nesse contexto, creio que seria demais imputar um crime de apologia ou qualquer outro crime sobre o MC", diz Aguiar.

Cantor lamenta
Alexandre Alves, o "MC Barriga", de 33 anos, lamentou a situação durante seu show. O G1 conversou com o MC, na sua casa em São Vicente, nesta quinta-feira (30). "Estava cantando uma música romântica, não tinha nada relacionado a crime e, de repente, vi o rapaz com o fuzil. Me assustei na hora, no entanto, ele estava no território dele. Não tinha o controle naquela situação para tirar ele do palco, mas creio que não havia A necessidade dele ficar colocando a arma para o alto", afirma.

O "Sinistro", como é conhecido o cantor, tem 20 anos de carreira e não quer sua imagem associada ao crime. "Bandido vive do crime, eu vivo da música. Ele deveria permanecer no anonimato. Eu preciso de mídia porque sou artista. Anos atrás, fui intimado a prestar depoimento junto ao Ministério Público por conta de uma possível apologia ao crime nas minhas letras", lembra.

Barriga é conhecido por suas letras "conscientes", retratando histórias de comunidades da Baixada Santista. Por conta das mortes de cantores de funk entre os anos 2009 e 2012, o músico se mudou com a família para o Rio de Janeiro por medo da violência. "Minhas letras são pesadas, mas não faço apologia, nem mexo onde não devo", afirma.

O músico também lamenta a falta de espaço para o ritmo na cidade. "Infelizmente, não existem tantos espaços para os jovens se divertirem com funk. E, nesses lugares, existe uma omissão por parte no estado, pois, com certeza, esse não é o primeiro nem o último baile funk com uma pessoa armada no meio da multidão", desabafa Alves.

Fonte: G1

Redação

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