Cidades

Em protestos, bonecos com farda de PM são pendurados em ruas

Pelo menos em duas áreas de Porto Alegre foram identificados bonecos com farda de policial militar pendurados em pontes, como forma de protesto da categoria, na madrugada desta terça-feira (1).

O mesmo tipo de manifestação ocorreu pelo Rio Grande do Sul quando os salários de julho dos servidores estaduais foram parcelados. Pela segunda vez, o funcionalismo público entrou em greve em protesto contra o governo. Agora, a promessa é de, pelo menos, quatro dias de paralisação.

Na chegada a Porto Alegre pela ponte do Guaíba, um boneco foi pendurado na passarela da BR-290, a freeway. Outro boneco foi preso por uma corda no viaduto da Avenida Silva Só com a Protásio Alves.

Nenhum destes protestos atrapalha o trânsito. A Brigada Militar é uma das entidades afetadas com o parcelamento de salários. Essa foi uma das medidas adotadas pelo governo do estado para conter a crise financeira.

Pneus queimados em Esteio
Também na madrugada, a Polícia Rodoviária Federal informou que houve interrupção total na BR-116 em Esteio, no sentido interior-capital, em razão de uma queima de pneus. Não se sabe, porém, a autoria da queima. A chuva que caía no local ajudou a apagar as chamas.

A PRF acionou o Corpo de Bombeiros para fazer o rescaldo, mas não houve necessidade de deslocamento. No local, ainda foi encontrada uma farda de policial militar. Às 6h20, a via já estava liberada.

Sartori aponta situação perto da "calamidade"

Em entrevista coletiva na segunda-feira (31), Sartori classificou a situação do Rio Grande do Sul como "de calamidade" e listou as medidas adotadas na tentativa de equilibrar as finanças. "Chegou a hora da verdade para o Rio Grande do Sul no campo financeiro. Por isso muitas vezes tenho dito, tenho afirmado, a situação financeira é emergencial. Nós poderíamos chamá-la quase que de calamidade", avaliou.

Greve pode se estender até sexta (4)
Iniciada nesta segunda-feira (31), a greve geral de quatro dias realizada por servidores públicos estaduais contra o parcelamento de salários deve se estender até a próxima sexta-feira (4), conforme afirmou o presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos no estado (Fessergs).

Após reunião na tarde desta segunda, em Porto Alegre, com representantes do movimento unificado com 44 entidades, cada categoria vai realizar uma votação durante esta terça-feira (1) para estender em mais um dia a paralisação inicialmente marcada para terminar na quinta-feira (3).

A paralisação é uma retaliação ao parcelamento dos salários dos servidores públicos vinculados ao Executivo, pelo segundo mês consecutivo. No primeiro dia, a prestação de serviços essenciais, como educação e segurança, foram as mais afetados pela paralisação.

Nesta terça, segundo dia de greve, a segurança pública deve ser mais afetada. Segundo a Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar (Abamf), viaturas não sairão dos batalhões. A orientação é para que os PMs sigam nos quartéis

Calendário de pagamento do funcionalismo:
– Dia 31/8 (segunda-feira): Parcela líquida de R$ 600
– Até o dia 11/9 (sexta-feira): Parcela líquida de R$ 800 (R$ 1.400: 32% dos vínculos)
– Até o dia 15/9 (terça-feira): Parcela líquida de R$ 1.400  (R$ 2.800: 67% dos vínculos)
– Até o dia 22/9 (terça-feira): Parcela complementar (100% dos servidores do Poder Executivo – ativos, inativos, pensões previdenciárias e pensões alimentícias).

Fonte: G1

Redação

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