Política

Desembargador suspende ação penal contra ex-juiz Julier Sebastião

Uma decisão judicial do desembargador Hilton Queiroz, da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu, nesta segunda-feira (31) as investigações contra Julier Sebastião (ex-juíz federal) e do empresário Osvaldo Alves Cabral, dono da construtora Planservi. Ambos forma alvos da Operação Ararath, da Polícia Federal que investiga lavagem de dinheiro e corrupção.

O documento do magistrado acatou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Juiler. Sendo assim a audiência que estava marcada para acontecer amanha (2) foi cancelada pela justiça. A oitiva tinha o objetivo de ouvir as testemunhas e réus no processo.

Por conta das investigações seguirem em segredo de justiça, não de pôde ver o texto e os argumentos que Queiroz usou para conceder a decisão favorável aos investigados.

O ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB) teve seus bens imóveis sequestrados por determinação do juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal, no dia 02 de julho, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que protocolou a ação em janeiro deste ano.

Esquema

Por meio de monitoramento telefônico, quebra de sigilo bancário, busca e apreensão, colheita e análise de informações, além de oitiva de pessoas teria comprovado que Julier cometeu crimes funcionais quando exerceu a titularidade da 1ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso atuando em processos de interesse do grupo representado por Osvaldo Cabral, que atuava como lobista de empresas na área de construção civil. 

Em troca, o então juiz federal recebia uma mesada e tinha despesas ligadas ao seu projeto pessoal e político pago, com dinheiro vindo de empresas beneficiadas por decisões dele, enquanto juiz e que mantinham contratos diretos ou indiretos com o governo.

Além disso, a investigação demonstrou que a relação entre o empresário Osvaldo Cabral e Julier vai muito além da alegda amizade entre ambos. O empresário era um dos principais articuladores políticos de Julier, sendo também um homem de confiança que arcava com diversas despesas do magistrado, além de transferir mensalmente dinheiro a ele, emprestar veículo de luxo em troca de “favores judiciais”.

Na ação, o MPF afirma que não recrimina a pretensão de qualquer cidadão de almejar o ingresso na vida política e lembra que no caso dos juízes existe a possibilidade de desligamento definitivo da magistratura para participar das eleições.

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Redação

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