Cidades

18% da população de Mato Grosso vivem abaixo da linha da pobreza

Quase 18% da população de Mato Grosso vivem abaixo da linha da pobreza, com rendimento médio inferior a 5,5 dólares. Isso representa cerca de 600 mil pessoas que conseguem uma quantia de R$ 12,9 a cada dia para despesas básicas, ou R$ 387,07 ao longo do mês – os valores em Real são de 2016, data da pesquisa. Considerando a cotação de hoje, as correspondências são de R$ 18,31 e R$ 549,45, respectivamente aos períodos.

Os números são da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais da população brasileira divulgado nesta sexta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com dados colhidos em 2016. No ano, Mato Grosso, com preciso 17,7% nas condições, ficou dentre os 11 Estados com média inferior à do Brasil (25%). Santa Catarina teve o melhor resultado, com 9,4 de seus habitantes abaixo da linha da miséria.

O método de pesquisa do IBGE leve em conta parâmetros do Banco Mundial, para cobrir padrão internacional de bem-estar e ao mesmo tempo um conjunto de fatores diferentes para alcançar um nível aceitável.

“Tal abordagem está alinhada com o pressuposto que, para se conseguir os mesmos funcionamentos em diferentes países, são necessários conjuntos diferentes de bens e serviços […] Calculada a partir da PNAD Contínua, a linha de 5,5 dólares por dia correspondia a R$ 387,07 em 201646 e incluía 25,4% da população brasileira na pobreza, tendo a maior incidência no Nordeste (43,5%) e a menor no Sul (12,3%)”, aponta o relatório da pesquisa.

Fatores no Brasil levados em conta incluem condições de moradia, distribuição de renda, pobreza monetária (acesso a dinheiro para cobrir despesas básicas) e pobreza multidimensional (os efeitos da pobreza monetária nos meios de sobrevivência).

Em Mato Grosso, no ano referente da pesquisa, até 2% da população morava em casa sem banheiro ou sanitário exclusivo para uso dos moradores. Os mesmos 2% de casas tinham as paredes externas construídas com materiais não-duráveis. Na avaliação da quantidade de pessoas habitantes de uma mesma casa, 5% a 10% da população de Mato Grosso sobreviviam condições consideradas excessivamente adensadas.

 A população mais pobre também têm características de deficiência a bens sociais. No caso de Mato Grosso, em 2016, 19,5% tinham restrição de acesso à educação, 8,3% restrição a acesso a condições de melhora de moradia, 42,9% não tinham acesso a serviços de saneamento básico e 23,2 tinham dificuldades de acesso a meios de comunicação.

Redação

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