
Queremos os guerreiros de 300
Que bacana chegar a um número tão expressivo quanto aos 300.
Lembrei-me imediatamente do Filme 300 estrelado pelo nosso ladrão de ar, Rodrigo Santoro (digo ladrão de ar porque é isso que a beleza dele nos faz, nos rouba o ar mesmo). Um épico que narra a batalha dos espartanos contra os persas. Onde, mais uma vez presenciamos a luta do bem contra o mal. Mas o que é o bem e o que é o mal? Para cada um a sua verdade, para cada um a sua história de construção do pensamento e o que isso pode afetar no mundo à sua volta. Essa reflexão, lógico, permeia também a comunidade gay, que claro possui a sua verdade e as suas reivindicações. Justas para alguns e inconcebíveis para outros. A exemplo de tantas guerras e as desgraças que elas trouxeram ao mundo devemos repensar as questões das diferenças e o que podemos fazer para conviver cada qual com a sua identidade cultural, religiosa e acima de tudo orientação sexual. Estamos falando de 2010, não estamos nem cogitando ser a época da inquisição quando a igreja (que precisa acompanhar a evolução do mundo) fez a humanidade crer que não haveria salvação e ganharia somente a morte aqueles que a ela fossem contra.
Esses absurdos passaram, mas gerou um ranço que se arrasta ao longo do tempo trazendo um enorme engodo na vida não só da comunidade gay, como também daqueles que ousaram viver a sua liberdade e o seu Estado Laico.
Cuiabá caminha entre essas guerras também. As manifestações da comunidade gay, expressas principalmente através da Parada do Orgulho LGBTT, trás seus guerreiros. Não são 300, segundo a polícia militar – em 2009 foram quase 40 mil.
Essa é uma guerra da paz quando soldados sem armas e munidos da liberdade como cidadãos exigem das autoridades os seus direitos. O principal talvez seja o da igualdade, tão esquecido nos tempos de guerra e só lembrado nas batalhas políticas pela conquista do voto.
Nossos guerreiros contam com várias armas. Uma delas é essa aqui – Jornal Circuito Mato Grosso – que chega ao número 300 e oferece a nós a oportunidade de entramos numa luta limpa, na qual a palavra é a nossa arma mais forte.
E tenham certeza que uma palavra pode mudar o mundo.
Que sejam mais 300, 600, 900... .
Mais ABCDF...GLS:
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- Edição 304 - 26/08/2010 a 01/09/2010
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- Edição 302 - 12/08/2010 a 18/08/2010

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