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Leitura e pluralidade cultural

Falar de leitura e literatura é falar de pluralidade. E a produção literária brasileira é um rico manancial de registros de modos de vida e manifestações culturais.  A obra Chico Rei, de Ranato Lima, da editora Paulus, é uma narrativa que envolve mistério, aventura e informação. Trata-se de uma história que veicula noções de história da escravidão africana no Brasil e, em particular, em Minas Gerais. Tomando como gancho a tradição lendária da mina de ouro perdida de Chico Rei, o livro, ao apresentar o relato histórico na voz  de uma de suas personagens, propõe um enfoque em torno da escravidão negra, mais atenta às resistências e negociações que permitiram aos escravos lutarem por sua própria liberdade, mostrando-se sujeitos, e não vítimas passivas, de sua história.
    
O peixe que podia cantar, de Ricardo Azevedo, é uma obra entre culturas diferentes: o homem branco, ícone da civilização ocidental, e os índios, considerados pelos primeiros como um povo primitivo. A história narra a visita de um homem branco, retratado como um senhor já de cabelos brancos - paradigma do acúmulo de conhecimento e experiência -  a uma aldeia indígena. Lá, ele tudo escarafuncha com sua lente de aumento, instrumento tecnológico teoricamente capaz de aumentar a percepção da realidade, mas que nesse caso vai se mostrar sem nenhuma serventia.
    
O livro O segredo da chuva, de Daniel Munduruku, é uma obra que narra uma aventura, à semelhança dos contos míticos, recheada de passagens metafóricas que se referem à criação do mundo e aos sentidos da existência humana. Com uma linguagem simples, o texto contrasta a fragilidade dos protagonistas -um menino e seus parceiros da floresta, também filhotes de onça, macaco e capivara - com a grandiosidade de seus propósitos, identificando as crianças como depositárias de valores muito caros à humanidade: esperança, coragem, astúcia e solidariedade.
    
Esses livros e muitos outros propõem uma reflexão sobre a memória, identidade e saberes de nossa história recompondo valores das experiências coletivas.
 

AGENDA
Dia 22.05 – Cinema de brincadeira – às17 h. “Curtas desbravadores” e dia 23.05 – Sessão Pipoca às 19 h. “Animações para a primeira infância”, no SESC ARSENAL. Entrada Franca.   
 


 

 

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