Suzanne Schuch é professora especializada em Língua Portuguesa, revisora e assessora linguística e nos apresenta a Língua Brasileira com suas transformações e utilizações no dia-a-dia, além de corrigir semanalmente, o nosso jornal impresso Circuito Mato Grosso.
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O idioma do Brasil é Brasileiro!
Ou até pode ser – brasileirês – se você assim exigir...
No Brasil se fala um idioma que só se fala no Brasil e em nenhum lugar mais! Isto e muito mais se deve à influência do ‘nhem – nhem- nhem’ ou seja, a língua tupi: o nhengatu. No Brasil o retrato da identidade nacional é o negro, o índio e o branco. Falamos uma língua oriunda dessas três raças. A Língua Portuguesa original continha 140 mil verbetes. Hoje contém 260 mil. Portanto, a unificação ortográfica torna-se impossível a partir da consequência linguística que esse idioma adquiriu no Brasil. O Africano nos deu verbetes espirituais, culinários, de lazer, gírias e glotologias.
O Tupi nos deu verbetes que nos permite ir e vir, no sentido real locativo e toponímico, isto é, ele existe em qualquer região do país.
O Português (de Portugal, é claro) nos deu verbetes mais técnicos, jurídicos, políticos e didáticos.
“Corrigir a injustiça histórica secular(...) deve ser o objetivo de todos aqueles que lidam com a Educação e Cultura deste país. Que consigamos impor a NOSSA CULTURA LINGUÍSTICA!”
Para sua informação o Tupi ou Nhengatu possui uma gramática expositiva dividida em Fonologia,Morfologia Taxionomia e Sintaxe.
PINDAMONHANGABA – fábrica de anzóis
MORUMBI – mosca verde, varejeira
CARIOCA – casa de branco
PINDAÍBA – vara de pescar
IPANEMA – rio sem peixe
PIRAPORA – peixe que salta
MARACUJÁ – comida preparada em cuia
Os Jesuítas foram quem desvendaram esse mistério para nós, mas alguns “intelectualóides” que se revezaram durante anos no controle da Educação e Cultura, desprezaram por completo esse trabalho, preferindo dar lugar aos estrangeirismos que corroem e alteram o nosso comportamento.
“... ao lado do Lago do PARANOÁ, observou-se uma SIRIEMA(...); ... sendo recebido pelo mordomo PERI (...), tomaram um suco de MARACUJÁ, comentaram sobre as obras do ANHANGABAÚ, ...sobre os suínos de CHAPECÓ... – e assim por diante.
“NHANDÊ COIVE ORE RETAMA” = Essa terra é nossa! – frase de Aimberê, cacique comandante da Confederação dos Tamoios , no Rio de Janeiro. (Fernando Fonseca)
Poetando...
Momentos existem. Nós mesmos fazemos a escolha se serão bons ou maus momentos. Procure fazê-los sempre bons porque a vida é curta e devemos vivê-la na melhor harmonia possível. Nesse período de festas, procure conversar com seus amigos, conhecê-los melhor, ajudá-los. Muitas vezes, um pequeno gesto, até imperceptível para muitos, poderá ser percebido por quem quer bem a você e você fará um bem grandioso a essa pessoa.
Abano
Sú, Cuiabá – dezembro 2009
O abano, ah!!! Um abano...
São cinco dedos abertos pra mim
De dentro do carro...
Com vidros fechados...
Vidro fumê... será qu’enxergo
TEU gesto ?
Tão grande...
Pra mim o maior de todos
Já fico feliz mesmo
que não TE veja direito...
Do lado de fora
Vidro fumê...
Onde TE escondes
Da vida lá fora
Mas TE vejo mesmo assim
Com o pensamento
Estás feliz também
Por me ver ali.
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