Suzanne Schuch é professora especializada em Língua Portuguesa, revisora e assessora linguística e nos apresenta a Língua Brasileira com suas transformações e utilizações no dia-a-dia, além de corrigir semanalmente, o nosso jornal impresso Circuito Mato Grosso.
Smschuch@ibest.com.br
Hino Nacional Brasileiro
Língua Brasileira, nesse finalzinho de Setembro, encontrou dados interessantes.
Você sabia que na introdução musicada do nosso Hino Nacional Brasileiro havia uma estrofe?
Pois bem. Quem nos conta isso é Ana Arcanjo, que foi membro da Cruz Vermelha e ‘assistiu’ a Constituição de 1932. Diz ela que quando estudava na escola lhe foi ensinado o Hino Nacional contendo uma ‘introdução’ e que hoje essa introdução já não existe. Só musicada.
É assim:
“Espera o Brasil que todos cumprais com vosso dever
Ei avante Brasileiros, sempre avante
Gravai o buril com pátrios anais do vosso poder
Ei avante Brasileiros sempre avante
Servi o Brasil sem esmorecer com ânimo audaz
Cumpri o dever na guerra e na Paz
À sombra da Lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil
Ei asus, asus”
Comentários:
Vamos conhecer aqui algumas palavras não muito utilizadas hoje.
Buril – instrumento para fazer gravuras em aço e madeira
Lábaro – bandeira
Asus - avante, vá adiante (hoje não encontrada no Aurelião) – segundo Ana.
Ana ainda comenta que hoje nosso LÁBARO ainda é, muitas vezes, mal colocado e que falta CIVISMO.
E hoje em dia CIVISMO se aprende na Escola (?) assim como o RESPEITO na hora de ouvir NOSSO HINO, saber ficar quieto, tirar o boné, não ficar mascando chiclete e outras coisas mais.
Concordo com ela... e você?
PALAVREANDO...
“... apesar de NÃO conseguir enxergar NADA...” – não poderíamos dizer:
“... apesar de NÃO conseguir enxergar...” – não precisamos do NADA e fica REDUNDANTE – concordas?
Esse NÃO e NADA não quer dizer que o indivíduo está enxergando – e bem?
Na chincha – “...vai lá e traz os menino na chincha...” – Lá ia Vanda chamar os meninos e trazê-los com firmeza, exigindo que viessem logo porque a mãe ‘tava’ chamando. E os meninos vinham rapidão. Alaíde, cuiabana de tchapa e cruz, assim mantinha seus filhos com correção e seriedade. Educação de 50 anos atrás, mas que hoje já não é real. Que pena! Deveria ser assim... Filhos criados com muito amor, mas ... ‘na chincha’. Hoje homens sérios, pais de família, profissionais conscientes. Valeu a pena essa educação. E se hoje continuássemos com ela, talvez não tivéssemos tantos problemas educacionais, sociais, etc.
Mas,
CUIDADO! Existem OUTROS SIGNIFICADOS para essa palavra que foram colocados à reveria. NÃO SÃO VERDADEIROS !!!
Pense bem...
Mais Língua Brasileira:
- Edição 306 - 09/09/2010 a 15/09/2010
- Edição 305 - 02/09/2010 a 08/09/2010
- Edição 304 - 26/08/2010 a 01/09/2010
- Edição 303 - 19/08/2010 a 25/08/2010
- Edição 302 - 12/08/2010 a 18/08/2010

Enviar para um amigo
Imprimir